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Cidades

Greve de ônibus em Cuiabá: atraso de salário acontece há 18 meses

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Julia Oviedo

A paralisação de 24 horas realizada nesta segunda-feira (10) pelos 1.800 trabalhadores do transporte coletivo de Cuiabá e de Várzea Grande pode caminhar para um final após uma reunião entre sindicato, associação das empresas de ônibus e Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). No entanto, o problema já se arrasta há pelo menos 18 meses.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Coletivo, Ledevino da Conceição, todos os meses é o mesmo problema: os profissionais que devem receber até o 5° dia útil, como previsto em lei, recebem dias depois, acarretando em paralisações, muitas das vezes. Contudo, Ledevino acredita que com o apoio da Prefeitura de Cuiabá, a situação deve se resolver.

“O secretário disse que vai tomar providências, foi um dos compromissos que ele fez. Inclusive, do pessoal interno, que sofrem com os atrasos, eles [prefeitura] querem regularizar. Essa é uma ordem do prefeito [Emanuel Pinheiro], que pediu para tomar uma providência nesse sentido”, disse o presidente do sindicato, após reunião com o secretário municipal Antenor Figueiredo (Semob).

O secretário afirmou que a situação do atraso de salários será acompanhada de perto pela Prefeitura de Cuiabá. Entretanto, não informou se há uma forma de penalizar a empresa pela situação.

“Eles [trabalhadores] alegam que há alguns meses vem ocorrendo esse atraso no pagamento dos salários e que não iriam mais tolerar isso. O salário de maio era pra ser pago na sexta, mas ninguém sabe. Já conversei com o presidente da empresa, para que ele se posicionasse até que dia vai pagar os funcionários, e estamos indo falar com os motoristas”, garantiu Antenor.

Outro lado

A assessoria de imprensa da Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos informou que as empresas responsáveis pelo transporte coletivo estão tentando viabilizar o pagamento desde a semana passada.

De acordo com os empresários, o que causou os atrasos nos salários foi o “sobe e desce” do valor da tarifa, o que teria causado um desequilíbrio no sistema do transporte coletivo e deixado as empresas em dificuldades financeiras.

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