16 de abril de 2026 04:41
Negócios

Grande volume de chuva e incidência de pragas fazem preço do quiabo disparar

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Redação

Quem buscou quiabo em feiras e supermercados nos últimos sete dias em Cuiabá e Várzea Grande se assustou com o preço do produto. O legume acumulou alta de 165% no preço na Central de Abastecimento de Cuiabá, que comercializa hortifrutigranjeiros no atacado e no varejo para restaurantes, supermercados e feiras livres de diversos bairros das duas cidades.

Na semana passada, de acordo com a pesquisa de preços divulgada pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a caixa com 14 quilos do quiabo era comercializada a R$ 15. Na terça-feira (21) essa mesma quantidade estava ao preço de R$ 40. Nas gôndolas dos supermercados o preço médio por quilo do legume chegou a R$ 12,90.

As constantes chuvas e a incidência de pragas provocaram queda no estoque do legume, provocando assim, segundo engenheiro agrônomo da Seaf, Luiz Henrique Carvalho, a alta nos preços do quiabo e de mais outros quatro itens pesquisados pelo órgão estadual. Tiveram alta também no valor de comercialização o jiló, a pimenta-de-cheiro, o chuchu e o abacate. De R$ 20, o preço da caixa com 15 quilos do jiló duplicou para R$ 40. Já a pimenta-de-cheiro subiu 54%, passando de R$ 65 a caixa com 8 quilos para R$ 100.

Ainda no levantamento, em sete dias o chuchu saltou de R$ 20 para R$ 30 a caixa com 21 quilos, representando uma alta de 50%. Já o abacate acumulou o acréscimo de 20% no preço comercializado, ao ser vendido 60 ao invés de R$ 50, como na terça passada.

O tomate, um dos grandes vilões da inflação e sempre presente com alta no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), surpreendeu nesta semana. A fruta reduziu 15% no seu valor de comercialização. Passou de R$ 100 a caixa com 20 quilos para R$ 85.

A cotação de preços dos principais produtos da agricultura familiar é realizada semanalmente, toda terça-feira, a partir 5h, por técnicos da Seaf, Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e Prefeitura de Cuiabá. A pesquisa de preço é realizada na Central de Abastecimento de Cuiabá, levando em conta o preço mínimo, mais comum e o preço máximo dos produtos encontrados nas barracas em três horários distintos durante o período matutino.

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