Grampos ilegais: delegada diz que afastamento de servidor mantém integridade de investigação

Ana Cristina Feldner diz que pedidos de informação à Casa Civil estavam sendo respondidos por investigado em caso

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A delegada Ana Cristina Feldner, responsável pela investigação dos casos de grampo telefônico no governo de Pedro Taques, disse que o desdobramento de ações nesta quarta-feira (15) foi para manter a “integridade” da apuração. 

A qualidade da informação solicitada à Casa Civil foi posta em dúvida após um pedido ser respondido pelo servidor investigado, Rosinaldo Nunes de Almeida, como chefe de protocolo da secretaria. 

“O fato novo de que surgiu foi o retorno do Rosinaldo ao cargo chefe do protocolo. Ainda no governo anterior [de Pedro Taques] quando foi identificada a fraude com a senha dele, ele foi afastado para outro departamento. Nós estamos investigando um crime dentro do setor de protocolo enquanto ele era chefe, então, ele está como suspeito no inquérito”, afirmou. 

Retorno ao posto de chefe

Conforme a delegada, Rosinaldo Nunes de Almeida teve o cargo restituído no fim do ano passado, quando o governador Mauro Mendes entendeu que o resultado de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), que investigou o servidor, era “insuficiente” para manter o afastamento. 

As informações são de que ele e a servidora Rosângela da Silva Oliveira, hoje aposentada, estariam ligados à fraude no registro de documento que informava ao governo, na época, da existência de uma central de interceptação telefônica ilegal, no Palácio Paiaguás, com participação da Polícia Militar. 

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O PAD apurou as implicações desse ato nos procedimentos do Poder Executivo. Hoje, a Justiça mandou novamente que o servidor fosse retirado da função. 

Outros nomes foram apresentados na medida cautelar assinada pela delegada Ana Cristina para que a Justiça autorizasse a aplicação de restrições, porém, elas foram indeferidas.  

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