Governo Mauro pretende passar quatro anos negociando com servidores

Primeiros dias do mandato já têm atrasos salariais e ameaça de greve geral

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, afirmou que pretende passar os quatro anos do governo de Mauro Mendes (DEM) em negociação constante com os servidores públicos, e não apenas em momentos de ameaças de greve, como ocorre neste início de mandato, diante do atraso de salários.

“O governador foi claro: vamos continuar abertos e negociando com os servidores. Já mostramos tudo para os servidores, a real situação do Estado. E essa negociação não para, é uma negociação de quatro anos. Enquanto estivermos aqui, vamos estar sempre abertos para o Fórum Sindical”, afirmou Mauro Carvalho à imprensa.

Na sexta-feira (4) passada, no quarto dia de mandato, o governador anunciou, por meio de nota, o escalonamento dos salários de dezembro e o parcelamento do 13º salário de 2018. O comunicado provocou reações de sindicalistas e de parlamentares.

Em reunião com o Fórum Sindical, na segunda-feira (7), a deputada estadual Janaina Riva (MDB) criticou o governador e disse que Mendes expôs os deputados governistas ao fazer o comunicado por meio de nota, sem antes conversar com sua base aliada e com os sindicatos.

“Existia uma insegurança muito forte por parte dos servidores. Então aquela nota foi feita naquele momento justamente para acalmar a ansiedade de todos. Mas no mesmo momento que fizemos a nota, já começamos a conversar com o Fórum Sindical e, na segunda-feira, nos reunimos por 5 horas. O governador ficou presente por 1h45 nessa reunião”, justificou Carvalho.

“Não temos problema nenhum em admitir falhas e erros. Temos humildade para escutar sugestões e voltar atrás em alguma medida errada que tomamos. Esse é o nosso perfil de trabalho”, completou. Carvalho afirmou, ainda, que não há possibilidade de rever o calendário proposto para o pagamento.

O governador Mauro Mendes criticou a possibilidade de greve geral, anunciada pelos servidores para pressionar o governo. “Se greve resolver o problema do Estado, eu sou o primeiro que vou entrar em greve”, disparou. “A greve não resolve problema, vai piorar muito mais o problema do Estado. Tenho certeza que o servidor conhece esses números, apresentamos a eles e vamos continuar apresentando. Isso aqui é uma administração pública e tem dever de dar informações”, completou.

Mendes voltou a dizer que parcelou e escalonou os salários atrasados porque não tem dinheiro para pagar. “Eu sou uma pessoa muito prática. Eu só faço algo se aquilo for dar resultado. Não é porque sou malzinho, porque não quero. É porque não tem dinheiro para pagar.”

RGA

Além dos atrasos salariais, Mendes deve travar uma queda de braço ao tratar da reposição inflacionária prevista na Revisão Geral Anual (RGA). Ele apresentou um projeto de lei que regulamenta o pagamento da RGA, criando um índice de capacidade financeira que pode impedir a reposição pelo menos até 2021.

O mandato do ex-governador Pedro Taques (PSDB) foi marcado por intensas crises com o funcionalismo. Em junho de 2016, ele enfrentou uma greve geral de cerca de 30 dias, quando anunciou que não pagaria a RGA naquele ano. Acabou cedendo diante da pressão.

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