Governo e sindicato não entram em acordo e greve da Educação continua

Mauro Carvalho recebeu representantes do Sintep e reiterou o que o governo já havia anunciado: reajuste de 7,6% não será concedido

Ednilson Aguiar/ O Livre

Governo de Mato Grosso e Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), mais uma vez, não chegaram a um consenso em relação à greve da Educação, que nesta quinta-feira (27) completará 30 dias.

O secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho recebeu os sindicalistas na tarde desta terça-feira (25) para reforçar o anúncio feito em carta aberta, publicada na manhã desta terça-feira: o de que não terá como cumprir com o reajuste de 7,6% da categoria, já que os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) já foram estourados.

Carvalho não sinalizou nenhum tipo de negociação em relação ao corte de pontos dos grevistas, já que a medida seria amparada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nem um possível retorno dos professores às salas de aula seriam suficientes para que os governo suspendesse a medida.

Já o Sintep reforçou a postura adotada em assembleia geral nesta segunda-feira (24), quando grevistas sinalizaram pela continuidade do movimento. “Sem propostas não há que se discutir término da greve, portanto, sem avanços”, destacou o presidente do sindicato, Valdeir Pereira.

Novidade mesmo, só a presença do vice-governador, Otaviano Pivetta (PDT), na mesa de negociação, que atuou como um conciliador das partes. Pivetta fez questão de deixar claro que não faz parte do grupo de negociação, mas que esteve voluntariamente na reunião.

“Estive aqui para ouvir as partes e estou otimista nessa questão. O que precisamos fazer é uma leitura do mesmo tema para os dois lados: os números do Estado estão aí, ninguém questiona. A lei do limite prudencial com pessoal [LRF] está estourada e nós temos que cumprir. Se o governo não cumprir a lei, como vamos esperar que o cidadão cumpra? Então o Governo tem que dar o exemplo e nesse sentido o governador Mauro tem meu apoio, o que não quer dizer que nós vamos negar o que é direito dos professores”, pontuou o vice-governador.

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