A força de segurança de Mato Grosso conseguiu reduzir a criminalidade no primeiro ano do programa Tolerância Zero Contra o Crime Organizado. Foram realizadas 1.520 operações policiais, dentro e fora das cadeias, para tentar reprimir facções criminosas.
Os secretários responsáveis pelas áreas, César Roveri (Segurança Pública) e Vitor Hugo Bruzulato (Justiça), dizem que eles conseguiram atacar o coração do crime organizado com apreensão de drogas e telefones celulares.
O balanço divulgado hoje (27) aponta que, desde novembro de 2024, mês lançamento do programa, foram apreendidos quase 52 mil quilos drogas, quantidade que equivaleria cerca de R$ 1 bilhão que seria movimento pelo crime organizado. Houve aumento de quase 33% na comparação a 2023.
As polícias Militar e Civil realizaram 523 operações cujo foco foi o combate ao crime organizado fora das penitenciárias. Lá dentro, o trabalho foi mais intenso. As prisões passaram por 997 operações, algumas delas simultaneamente em todas elas – a Penitenciária Central do Estado (PCE) teve 195 operações, cerca de 20% do total.
As batidas renderam a apreensão de 3,6 mil telefones celulares e 7 mil porções de droga, além de drones, usados para jogar telefones e drogas para dentro dos presídios. Dezesseis policiais penais foram presos por participação em crimes, e 25 advogados também. O número de visitantes flagrados passou de 100.
“Nós conseguimos atingir o coração do crime organizado. As viaturas estão efetivamente nas ruas, os policiais estão armados e sendo valorizados. Não tem um distrito em Mato Grosso em que a polícia não esteja lá. Tudo passa por investimento”, disse Roveri.
Segundo o secretário, o reflexo das operações na sociedade foi redução nos homicídios e roubos. No início do programa, novembro de 2024, Mato Grosso acumulava no ano 879 assassinatos; de lá para o número caiu para 661 (-25%). Os roubos, no mesmo período, caíram de 4.365 para 3.363 (-23%).




