Governo diz que 71 mil doses “são poucas” e critica “burocracia” da Anvisa

Governador Mauro Mendes diz que a liberação da vacina Sputnik depende de boa vontade da Anvisa

Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

O governador Mauro Mendes criticou a liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de apenas 71 mil doses da vacina Sputnik V. Nesta quarta-feira (16), ele disse que a Anvisa “impõe enorme carga burocrática” para o uso emergencial do imunizante da Rússia. 

Mato Grosso havia iniciado a aquisição de 1,2 milhão de doses, quando o órgão federal vetou o uso emergencial no Brasil, no fim de abril. Porém, ontem (15), a Anvisa liberou a importação de uma quantidade equivalente a 2% da população.

O governo disse que vai evitar celeuma sobre essa decisão, mas continuará a buscar a negociação de mais doses. 

“Nós estamos trabalhando para vencer esta enorme carga burocrática imposta pela Anvisa e vamos prosseguir nosso objetivo, que é comprar vacina e ter vacina o mais rápido possível aqui em Mato Grosso. As 71 mil doses são poucas”, disse. 

Condições

O governador afirmou que vai cumprir todas as exigências estabelecidas pela Anvisa para a aplicação do imunizante neste primeiro momento.

“Vamos arrumar uma forma de vencer essas dificuldades colocadas, comprar essa quantidade e depois comprar mais, para ter a população rapidamente vacinada”, disse

As principais condições preveem que a vacina seja utilizada apenas para a imunização de indivíduos adultos saudáveis. 

Todos os lotes importados somente poderão ser usados após liberação pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).  

A Anvisa também cobrou o envio de relatórios periódicos de avaliação benefício-risco da vacina. 

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2 COMENTÁRIOS

  1. TOMEM CUIDADO!!!
    Entre os grupos que não poderão tomar o imunizante, por veto da Anvisa, estão:
    Pessoas com hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula;
    Gravidez
    Lactantes
    Menores de 18 anos ou maiores de 60 anos
    Mulheres em idade fértil que desejem engravidar nos próximos 12 meses
    Enfermidades graves ou não controladas e antecedentes de anafilaxia
    Pessoas que tenham recebido outra vacina contra a Covid-19
    Pessoas com febre
    Pessoas vivendo com HIV, hepatite B ou C
    Pessoas que tenham se vacinado nas 4 semanas anteriores
    Pessoas que tenham recebido imunoglobulinas ou hemoderivados 3 meses antes
    Pessoas que tenham recebido tratamentos com imunossupressores, citotóxicos, quimioterapia ou radiação 36 meses, tenham recebido terapias com biológicos incluindo anticorpos anticitocinas e outros anticorpos.
    A Anvisa ainda pontua que todos os lotes importados só poderão ser usados após liberação pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fiocruz e que receberá relatórios periódicos de avaliação de risco-benefício da vacina.

  2. e esse governador acha que esta certo. que a anvisa esta errada em obstaculizar
    ate a real confirmação de sua eficacia, sem prejudicar a população
    bacana!!!!

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