Governo de MT vai pagar aluguel pelo uso da Santa Casa

Hospital passa a ser o primeiro administrado pelo Estado em Cuiabá

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Requisitado administrativamente pelo governo do Estado, o Executivo vai pagar mensalmente pelo uso do prédio e equipamentos da Santa Casa da Misericórdia de Cuiabá. A informação foi confirmada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, durante entrevista à Rádio Capital. Segundo ele, o dinheiro será depositado em uma conta com a supervisão da Justiça do Trabalho.

O secretário também confirmou a mudança no nome do hospital, que passa a ser  Unidade Hospitalar de Alta Complexidade do Estado. Conforme o secretário, os atuais funcionários do hospital terão prioridade para seguir em suas funções. Segundo Carvalho, a equipe da Secretaria de Estado de Saúde (SES) está na manhã desta sexta-feira (03.05) na unidade para fazer um levantamento do que precisa ser feito no hospital.

O custo estimado pelo governo para manter o hospital é de R$ 12 milhões a R$ 15 milhões mensais. Na última terça (30), o governador Mauro Mendes (DEM) teve uma nova reunião com o ministro da Saúde para garantir recursos para a manutenção da unidade, revelou o secretário.

Ainda conforme o secretário, o desafio do governo é de reabrir o hospital, mas admite que a abertura total da unidade pode levar um tempo, já que equipamentos teriam sido retirados do hospital. O governo também começa nesta sexta um mutirão para levantar todos os aparelhos que a unidade possui e de quanto será o aluguel a ser pago administrativamente.

O secretário pede ainda que, assim como a Assembleia Legislativa, que os outros Poderes também contribuam financeiramente para a manutenção da Santa Casa. A Assembleia já se comprometeu a repassar R$ 3,5 milhões para o pagamento de salários. O chefe da Casa Civil espera que a ajuda seja feita mensalmente.

A requisição administrativa do hospital foi decretada pelo governador Mauro Mendes nessa quinta-feira (02), em edição extra do Diário Oficial. A unidade está fechada desde 11 de março, devido ao agravamento da crise. O governo destaca o caráter emergencial da ação, mas diz que a requisição administrativa poderá demorar anos.

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