Governo de MT diz que irá ao Supremo para poder aplicar vacina da Rússia

Governador Mauro Mendes disse que aguardará a conclusão de novo processo protocolado na Anvisa, antes de judicializar a questão

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O governador de Mato Grosso Mauro Mendes disse nesta quinta-feira (29) que irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar ser autorizado a aplicar a vacina Sputnik V, fabricada na Rússia.

A busca pela Justiça seria próximo passo, caso o novo pedido de liberação seja negado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

“A legislação brasileira prevê que, se um medicamento for autorizado por ao menos por uma de 11 agências, seja adotado um rito especial para a liberação no país. A Sputnik V já está autorizada em 62 países, a exemplo da Argentina, e não ouvimos nenhuma notícia contrária”, disse. 

Conforme o governador, a equipe jurídica do Consórcio Norte e Nordeste busca documentos apontados pela Anvisa, na reunião em que o uso emergencial da Sputinik V foi negado, para reiniciar a análise de validade do imunizante.  

“Melhor que AstraZeneca e CoronaVac”

A procura pelo STF deverá ser feita caso ocorra nova negativa desta fase. Mendes evitou comentar questões políticas em torno da vacina, mas ressaltou que a Sputnik V tem eficácia maior que AstraZeneca e a CoronaVac, já em uso no país. 

“Eu não profissional da área, então fica difícil contestar tecnicamente, mas a equipe jurídica está contestando juridicamente e cientificamente [a negativa da Anvisa]. A Sputinik tem eficácia de 91% e não causa nenhum efeito colateral, como a AstraZeneca”, pontou. 

O contrato assinado por Mato Grosso com o fundo russo responsável por negociações internacionais previa o início de entrega de 1,2 milhão de doses nesta semana. 

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1 COMENTÁRIO

  1. A Anvisa explicou nesta quinta-feira que uma reunião foi convocada com o Gamaleya (produz o SPUTNIK)
    No encontro, técnicos da agência questionam por que, ao detectar a presença dos adenovírus replicantes, os cientistas russos não deram passo atrás no desenvolvimento na vacina para corrigir esse problema e por que não avaliaram o risco da presença disso no imunizante.
    Após um trecho da resposta dos cientistas russos, foi mostrado parte do áudio da fala de uma tradutora que explica que os representantes do Gamaleya reconhecem que os técnicos da Anvisa “poderiam ter razão”.
    Os cientistas afirmaram, no entanto, que dado um passo atrás no desenvolvimento da vacina e usar outra substância em sua fabricação “teria tomado muito tempo”.
    TÕ FORA DESSA VACINA !!!

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