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Governo de MT assina contrato com a Bolívia; entenda como isso afeta sua vida

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Laura Nabuco

O governador de Mato Grosso Mauro Mendes (DEM) assinou na manhã desta quinta-feira (26), na Bolívia, um contrato que prevê o fornecimento mensal de 1,5 milhão de metros cúbicos de gás natural para o estado.

O produto será entregue pela estatal boliviana Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB) e deve abastecer, principalmente, indústrias que usam o gás como fonte de energia.

Mas consumidores “comuns” também podem se beneficiar. De imediato, abastecendo veículos que tenham sido convertidos para não precisar mais usar gasolina ou etanol. Num futuro próximo, de acordo com o governo, comprando gás de cozinha mais barato.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, afirma que está “tudo organizado” para abastecer os veículos. Em Cuiabá, um posto de combustíveis já está pronto. Outro está na fase final de adaptação de suas bombas.

O primeiro deles é o Posto Santa Elisa, que fica no cruzamento entre as avenidas General Melo e Miguel Sutil. O segundo, Posto Nossa Senhora Aparecida, está localizado na rodovia Palmiro Paes de Barros.

Governador Mauro Mendes assinou contrato em solenidade com a presença do presidente boliviano Evo Morales (Foto: Secom-MT)

E quem não tem carro movido a gás natural, de acordo com o presidente da MT Gás, Rafael Reis, pode ter uma ajuda do governo de Mato Grosso para fazer essa conversão.

A Desenvolve MT vai disponibilizar financiamentos para bancar essa mudança. As linhas de crédito vão atender o cidadão comum que quer converter seu automóvel e também as indústrias que tiverem interesse em usar o gás como fonte de energia.

O próximo passo da MT Gás – empresa estatal que faz a “mediação” da compra desse produto da Bolívia e venda para consumidores no Estado – é colocar em prática o uso do gás natural boliviano na produção do gás de cozinha. Segundo Rafael Reis, isso deve baratear o custo do botijão.

Incentivando o consumo

A oferta de financiamentos por parte do governo de Mato Grosso para que mais clientes passem a usar o gás boliviano é necessária porque, hoje, todos os consumidores de gás natural do Estado usam, em média, 140 mil metros cúbicos do produto por mês.

O contrato com a Bolívia, entretanto, prevê uma entrega fixa de 1,5 milhão de metros cúbicos a cada 30 dias.

Apesar da diferença entre a oferta e a demanda, o governo do Estado garante que a assinatura do contrato é um momento histórico e positivo para Mato Grosso.

César Miranda explica: “até hoje os contratos sempre foram interruptivos. Isso significa que só se fornecia para Mato Grosso se tivesse sobra de gás na Bolívia”.

Dessa forma, especialmente as indústrias que operam à base de gás natural não tinham garantias de que sempre haveria energia para funcionarem. “É a primeira vez em 15 anos que o contrato é firme”, diz Rafael Reis.

Agora, Mauro Mendes pretende ampliar a rede de gasodutos no território mato-grossense. Hoje, a tubulação chega apenas até Cuiabá, onde abastece o Distrito Industrial. A ideia é que, no futuro, seja possível fornecer essa energia para outras regiões.

Cáceres (220 km de Cuiabá), onde o governo do Estado tenta há anos instalar uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), pode ser uma das cidades beneficiadas. Com o gasoduto, o custo de funcionamento de uma indústria de beneficiamento de soja, por exemplo, pode ser menor.

Se isso ocorrer, o governo do Estado ganha com os impostos que essas novas empresas que se instarem aqui terão que pagar – e a sociedade com os empregos que podem ser gerados.

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