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Governadores divulgam nota em que se manifestam contrários à anistia a PMs

Foto de Redação
Redação

Tânia Rêgo/Agência Brasi

Protesto PM do ES

Clima de tensão durante protesto de moradores em frente ao Comando Geral da Polícia Militar do Espírito Santo em Maruípe

Temerosos de que o motim que já dura 12 dias no Espírito Santo se expanda para outros Estados, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques, juntamente com outros sete governadores e quatro vices, representando onze estados, divulgaram na quarta-feira (15/02) uma nota que pedem que “não seja aprovado qualquer tipo de anistia aos policiais militares que tiverem sido punidos pelos atos considerados inconstitucionais”.

No documento, os representantes estaduais afirmam ainda que a paralisação é uma postura “inaceitável e ilegal”. A nota foi divulgada pelos participantes do Fórum Permanente de Governadores, que está reunido em Brasília. “Neste momento de instabilidade e insegurança, é preciso agir com firmeza para que situações semelhantes não se expandam para outras regiões do País”, diz outro trecho do documento.

Na última proposta de acordo encaminhada pelas mulheres dos policias militares do Espírito Santo ao governo estadual, havia a exigência de anistia total aos PMs e às próprias mulheres. O acordo foi descartado. Até o momento, 161 policiais militares já tiveram os processos que podem levar à expulsão da PM abertos. Na sexta-feira passada, o governo capixaba informou que 703 policiais haviam sido indiciados por crime de revolta.

O comunicado é subscrito pelos governadores Pedro Taques (PSDB), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), José Ivo Sartori (PMDB-RS), Marcelo Miranda (PMDB-TO), Waldez Góes (PDT-AP), Wellington Dias (PT-PI), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), além dos vices José Henrique Oliveira (SD-AM), Carlos Brandão (PSDB-MA), Márcio França (PSB-SP) e César Colnago (PSDB-ES). Os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Paulo Câmara (PSB-PE) chegaram mais tarde ao encontro e não participaram da confecção desse comunicado.

Na parte final do comunicado, os governadores pedem que o governo federal discuta de forma mais aprofundada com os Estados a implantação do Plano Nacional de Segurança Pública. “Esse conjunto de medidas deve conter ações e estratégias que garantam não só a segurança nas cidades, mas o controle das nossas fronteiras, de forma a combater, principalmente, o tráfico de drogas e armas.”

 

(Com Agência Estado)

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