Governador é vacinado e vê burocracia para compra de imunizantes por MT

Exigências rígidas da Anvisa e compra limitada da Sputnik travam aceleração de vacinados, diz Mauro Mendes

O governador Mauro Mendes (DEM) recebeu às 8h20 desta terça-feira (8) a primeira dose da vacina contra a covid-19. O procedimento estava marcado para às 8h no Centro de Vacinação da Assembleia Legislativa.

Acompanhado da equipe de seguranças, o governador Mauro Mendes preferiu não utilizar o seu benefício de autoridade para furar a fila. Como qualquer cidadão, pediu a senha e aguardou.

Após ser chamado pela equipe de enfermeiros, entregou a senha. Após tirar a camisa social de manga longa, sorriu bastante ao receber a primeira dose da vacina Astrazeneca, produzida em Oxford, na Inglaterra.

“Chegou o grande momento. Sou um dos brasileiros privilegiados em tomar a vacina nesta pandemia. Está comprovado no mundo que este é o melhor caminho e agora a luta é conseguir mais vacinas para livrar a população desta doença”, disse.

Chegada da Sputnik

Questionado a respeito da quantidade de vacina russa Sputnik V, que poderá chegar em Mato Grosso após a liberação parcial da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o governador Mauro Mendes informou que a equipe técnica ainda discute como será o procedimento para importação.

“Nós firmamos um contrato que previa 1,2 milhão de doses e precisamos acertar um cronograma de entrega diante da limitação do uso de imunizantes pela Anvisa. Quando tiver essas informações repassarei à sociedade”, disse.

“Público adulto e saudável”.

Apesar do aval da Anvisa, houve limitação do número de doses a 1% da população e a aplicação será destinada somente a um “público adulto e saudável”.

Mesmo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que Estados estão autorizados a importar vacinas autorizadas pela Anvisa, caso o governo federal descumpra o plano nacional de imunização, o governador Mauro Mendes diz que considera inviável abrir diálogo com outros laboratórios para compra de imunizantes.

“Existem regras rígidas da Anvisa e a verdade é que a demanda é muito maior que a oferta. A vacina é o único caminho para nos livrarmos deste terrível pesadelo e não há alternativas neste momento”, concluiu.

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