Governador diz que poderá exigir “passaporte” de vacinação a servidores estaduais

Mauro Mendes diz que opção por não se vacinar contra a covid-19 pode gerar lesão ao Estado por afastamento de trabalhadores

(Foto: Secom-MT)

O governador Mauro Mendes disse que o Poder Executivo poderá exigir dos servidores públicos a comprovação de vacinação contra covid-19. A medida funcionaria nos moldes do passaporte de imunização que começa a ser implantado em cidades em Mato Grosso e outros Estados. 

Mauro Mendes diz que o argumento para a implantação da exigência seria evitar “lesão ao interesse público” de servidores que poderão ficar afastados do trabalho por causa da infecção pelo novo coronavírus, em consequência da escolha de não se imunizar contra a doença. 

“Vamos pensar nos servidores: não vacinam, contraem o vírus e ficam 14 dias em casa; aí, podem ficar doentes [e tem] mais 30 dias de atestado. Se tem hoje uma vacina que estabelece comprovadamente uma diminuição gigantesca da probabilidade de ter sintomas mais graves e até mesmo ser hospitalizado, você tem que adotar essas medidas. Se não, você está cometendo um ato que pode causar lesão ao interesse público”, disse. 

Segundo o governador, as pesquisas mostram que 94% das mortes por covid-19 nos meses mais recentes ocorreram entre as pessoas que não haviam se vacinado contra a desenvolvimento de sintomas do novo coronavírus. 

Comparação ao suicídio

Quatro projetos de lei em trâmite na Assembleia Legislativa estabelecem como exigência a comprovação de imunização contra a covid-19. Em proporções diferentes, as medidas propõem que o acesso a serviços públicos, como creche e transporte coletivo, dependam da vacinação. 

Em entrevista nessa segunda-feira (30), o governador Mauro Mendes comparou a escolha por não se imunizar à decisão de suicídio.  

“As pessoas têm o direito até de se matar, que dirá de não se vacinar, não é verdade? As pessoas atentam contra sua própria vida, as pessoas cometem suicídio. É lamentável, mas cometem. Acho que quem não está vacinando está aumentando o risco, para mim não vacinar é como estar cometendo suicídio”, afirmou.   

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