O governador Mauro Mendes criticou a posição do presidente Lula de não classificar as organizações criminosas como terrorismo. Ele diz que as facções criminosas cometem barbáries, que geram as mesmas tensões sociais de ações terroristas.
“As facções criminosas estão praticando o terror, elas matam, cortam cabeça, arrancam coração, matam vítimas na frente da família, fazem verdadeiras atrocidades, praticando o terror, isso para mim é terrorismo. Mas o governo se negou a classificar as facções como terroristas”, disse.
O governo dos Estados Unidos pediu para o Brasil rever a legislação para classificar o crime organizado como terrorismo. Representantes do governo de Donald Trump estão no país desde segunda-feira (5). Eles dizem que a mudança na classificação permitiria ações mais repressivas contra o crime organizado.
Os representantes do governo de Lula disseram que esses grupos não podem, pela lei brasileira, serem classificados como terroristas. O governador Mauro Mendes, ao comentar o assunto nas redes sociais, disse que o governo tem “se apegado” a leis antigas.
“Ele se apega a leis que classificam outras coisas como terrorismo e não as facções criminosas. Aí, eu volto àquele ponto que já lei muitas vezes: A lei brasileira é frouxa. O nosso Código Penal de 1940. Mais uma vez eu clamo os senadores e deputados federais: Vamos atualizar essa lei”, disse.
O pedido do governo norte-americano é para que o Brasil ampliasse a classificação de terrorismo para incluir pessoas e crimes ligados ao tráfico internacional de drogas e à violência organizada.