A deputada federal Gisela Simona participou, nesta semana, da assinatura do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, iniciativa que reuniu Executivo, Legislativo e Judiciário em uma ação conjunta para enfrentar a violência letal contra mulheres. Gisela foi a única representante de Mato Grosso presente na cerimônia.
O pacto surge em meio a um cenário alarmante: o Brasil registra, em média, quatro feminicídios por dia, evidenciando uma crise estrutural que, segundo a parlamentar, não pode mais ser combatida por ações isoladas. Para Gisela, a união institucional marca um avanço concreto no enfrentamento da violência de gênero.
“Não é um gesto simbólico. É um compromisso de ação coordenada para salvar vidas”, afirmou. Segundo ela, o pacto estabelece uma estratégia nacional que integra prevenção, proteção às vítimas, responsabilização dos agressores e garantia de direitos às mulheres em situação de vulnerabilidade.
Líder da bancada feminina do União Brasil na Câmara, a deputada destacou que o acordo também reforça a necessidade de investimento social contínuo e de políticas públicas capazes de enfrentar práticas machistas e misóginas que ainda permeiam a sociedade. “Sem romper esses padrões culturais, continuaremos enxugando gelo”, pontuou.
Batizado com o lema “Todos por Todas”, o pacto prevê medidas práticas como a agilização do cumprimento de medidas protetivas, a integração das redes de atendimento às vítimas e o fortalecimento de ações educativas permanentes. A proposta também inclui a criação de um sistema de monitoramento com acompanhamento público dos resultados.
Para Gisela, a institucionalização desse acompanhamento transforma o combate ao feminicídio em política de Estado, com efeitos de longo prazo. “É um passo decisivo para reduzir a impunidade e garantir proteção real antes que a violência chegue ao extremo”, disse.
Dados recentes reforçam a urgência da mobilização. Em 2025, a Justiça brasileira julgou 15.453 casos de feminicídio, média de 42 por dia, e concedeu mais de 621 mil medidas protetivas. Já o Ligue 180 registrou cerca de 425 denúncias diárias de violência contra a mulher. Para a deputada, os números deixam claro que somente ações integradas podem interromper o ciclo de violência.
“Transformar compromisso em resultado concreto é o único caminho para garantir às mulheres brasileiras o direito fundamental à vida e à segurança”, concluiu.





