Gilmar Fabris declara R$ 4,5 milhões em dinheiro vivo e só fica atrás de parlamentar do DF

Ele só fica atrás de Juraci Tesoura de Ouro (PTB). O valor declarado exclui móveis ou imóveis

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O deputado estadual por Mato Grosso Gilmar Fabris (PSD) declarou à Justiça Eleitoral ter R$ 4,5 milhões em dinheiro vivo. O parlamentar, que concorre à reeleição, é o segundo candidato do país com mais dinheiro em espécie declarado.

Fabris, no entanto, não declarou a existência de outros bens, sejam eles móveis ou imóveis. Quanto ao montante, o parlamentar de Mato Grosso fica atrás somente do suplente de deputado e comerciante Juraci Tesoura de Ouro (PTB-DF), que conta com R$ 5,3 milhões.

O pedido de registro de candidatura de Gilmar Fabris ao cargo de deputado estadual foi protocolado pela Coligação “Pra Mudar Mato Grosso IV”, composta pelos partidos DEM, PDT, PSD, PSC, MDB, PHS, PTC e PMB. Mas o Ministério Público Eleitoral em Mato Grosso, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral, requereu a impugnação.

De acordo com levantamento do jornal Estado de São Paulo, junto à Justiça Eleitoral, um grupo de 36 candidatos, distribuídos pelo país, informou possuir valores que superam R$ 1 milhão em espécie. Desses, dez políticos declararam ter entre R$ 2 milhões e R$ 5,3 milhões. A reportagem do Estado de São Paulo não considerou valores em moeda estrangeira – apenas em reais.

Gilmar Fabris se tornou réu por lavagem de dinheiro

Na quinta-feira passada (23) o parlamentar se tornou réu por lavagem de dinheiro na Operação Ventrículo. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ainda tornou réu os deputados Mauro Savi (DEM) e Romoaldo Junior (MDB) e outras nove pessoas.

Fabris e os outros 11 são acusados pelo Ministério Público Estadual (MPE) de desviar R$ 9,4 milhões na Assembleia Legislativa, em 2013 e 2014, no esquema investigado na Operação Ventríloquo.

Segundo a denúncia do MPE, Romoaldo e Savi, se encarregaram, como presidente e 1º secretário, de autorizar o empenho dos valores. A denúncia afirma que os integrantes da organização criminosa não mediram esforços para simular um acordo administrativo entre a Assembleia Legislativa e o delator Fábio Camargo.

Em 2017, Fabris chegou a ficar 40 dias preso no Centro de Custódia da Capital (CCC), acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Malebolge, da Polícia Federal, que investiga crimes relacionados à delação premiada do ex-governador Silval Barbosa.

Na ocasião, o deputado foi flagrado pelas câmeras de segurança deixando seu apartamento às 05h34 vestido de roupas de dormir, acompanhado de sua esposa e carregando uma maleta preta.

(com Estadão)

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