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Gestão faz diferença? Porque Lucas do Rio Verde é considerada modelo em MT

Foto de Reinaldo Fernandes
Reinaldo Fernandes

Os números do município de Lucas do Rio Verde (330 km de Cuiabá) dos últimos anos chamam a atenção. A economia cresce com solidez, a educação tem os melhores índices em Mato Grosso e os investimentos em saúde está dentre os maiores percentuais municipais no país. 

No meio da pandemia, o número de empresas que se instalaram no município cresceu na casa mil por ano. Em 2020, havia 6.266 empresas em atividade em Lucas; em 2021, subiu para 8.062 e, no ano passado, chegou a 10.332. 

Segundo o prefeito Miguel Vaz (sem partido), apesar de a economia local ser baseada no agronegócio, os setores que entraram no município são diversificados, com destaque para serviços, comércio e indústria. O crescimento refletiu no mercado de trabalho que, segundo ele, é praticamente de pleno emprego.

A cidade também conseguiu se recuperar mais rapidamente da paralisação nos meses de contágio mais forte do novo coronavírus. Em 2021, Lucas foi o segundo município com maior abertura de vagas de emprego em Mato Grosso e o quarto no país. E conseguiu repetir o crescimento em 2022. A média anual ficou em 1,9 mil novos postos. 

“A indústria não é maior geradora de empregos: o comércio e o setor de serviços são os maiores. Mas as indústrias são bastante grandes e geram empregos e muita receita para o Estado e, consequentemente, para o município também. O município tem uma forte arrecadação própria”, disse Miguel Vaz. 

Histórico de décadas 

O prefeito diz que o resultado que aparece agora é um somatório de ações que começaram a ser executadas há década. Segundo ele, há um planejamento em comum dos últimos prefeitos que administraram a cidade com uma agenda de cinco pilares: economia, educação, segurança, habitação e qualidade de vida. 

A intenção é a mesma de qualquer gestor: desenvolvimento da cidade acompanhado pela qualidade de vida. A receita que tem feito o plano dar certo é o compromisso através de gestões públicas em torno desses pilares. A estratégia é atacar os pontos em maior desequilíbrio nas áreas consideradas essenciais. 

Miguel Vaz: cidade tem planejamento de no mínimo dez anos (Foto: Ednilson Aguiar/O LIvre)

O desafio da vez é construir casas para instalar as pessoas que chegam ao município. A previsão do recenseamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra crescimento na população de Lucas do Rio Verde na casa de 15 mil habitantes, em 10 anos. 

O número estimado passou de 67 mil em 2010 para 83 mil, na prévia. O cálculo da prefeitura é que os dados fechem em torno de 90 mil. A média seria 2,3 mil novos pessoas na cidade a cada ano, na última década. 

O gargalo da habitação 

O crescimento gerou alta demanda por habitação e inflacionou o mercado imobiliário. A estimativa da prefeitura é que Lucas do Rio Verde necessita de 5 mil casas neste ano, mas conseguirá construir 1,5 mil. O preço no mercado está em torno de R$ 200 mil. 

“O poder público vai atacar uma área com forte demanda da sociedade. Se a gente deixa a peteca cair na habitação, daqui a pouco as pessoas vão se mudar para outras cidades, porque o nível de gastos é alto. A gente está atacando justamente o ponto onde a gente entende que está um pouco desequilibrado”, afirma o prefeito. 

Miguel Vaz diz que a oferta de moradia integra o slogan que usa em seu mandato: “uma cidade de oportunidades”. Ter casas disponíveis a um bom preço é visto em relação direta com a competitividade e o desenvolvimento econômico. Os setores de produção crescem e há necessidade de mão de obra com qualidade e, se os trabalhadores não conseguem se manter no local, o ciclo fica insustentável. 

O prefeito tenta expandir a oferta de habitação com um projeto para a construção de 1,9 mil casas em residenciais verticais. A concentração de estratégia é para manter o nível de desenvolvimento econômico nos próximos anos. 

Há potencial para isso. Os trilhos das três ferrovias de Mato Grosso devem passar por Lucas do Rio Verde. O município é um dos eixos centrais da ferrovia estadual Vicente Vuolo, já em construção. A primeira obra ligará Rondonópolis a Lucas. 

Além dessa, a Ferrogrão e a Fico (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste) devem passar pelo município. Todas vão servir de escoamento para a produção agropecuária. Mato Grosso é hoje o maior produtor de soja do país, e Lucas do Rio Verde está no top 20 das cidades brasileiras com maior Valor de Produção Agropecuária (VPA). 

Educação  

O nível de ensino público em Lucas do Rio Verde também se destaca em Mato Grosso. O resultado do último Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) coloca a cidade na 3ª posição no estado. 

Os alunos do ensino fundamental receberam nota média de 6,2 e os alunos do ensino médio, 5,5. A qualificação está acima da média estadual nas duas etapas do ensino, que ficaram abaixo de 6 no mesmo estudo. A média equivale à das escolas nas regiões sul e sudeste (6,1 pontos). 

O investimento por aluno do município, ao ano, cresceu 27% em 2022. Passou de 9.024, em 2021, para R$ 11.500. O custeio mensal ficou em torno de R$ 958. 

Tanto educação quanto saúde tiveram investimento acima de 25% do orçamento de Lucas do Rio Verde, em 2021 e 2022. A prefeitura teve disponíveis R$ 324 milhões no orçamento em 2021 e R$ 414 milhões em 2022. Para 2023, a estimativa está em R$ 564 milhões.

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