Gestante é mandada para casa com dores e acaba perdendo bebê

Ela voltou ao hospital um dia depois com o filho morto dentro do útero

Foto: Ilustração/Pixabay

Uma gestante, cuja identidade não foi revelada, perdeu o bebê de forma trágica nessa sexta-feira (18). Ela sentiu dores fortes e foi ao hospital. No local, constataram que a crianças estava viva e mandaram a paciente retornar para casa dela.

Conforme o boletim de ocorrências, as dores teriam continuado e houve perda do líquido amniótico.

Então, a mulher retornou ao hospital nessa sexta-feira (18), onde foi submetida a uma cirurgia cesariana para realização do parto e o bebê estava morto.

O caso aconteceu no Hospital Santa Helena, em Cuiabá, e segundo o boletim de ocorrência, o bebê já estava morto no útero da mãe.

A Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada e investigará o caso, registrado, a princípio, como aborto.

Outro lado

Por telefone, o médico César Tacano, que fez o pré-natal e acompanhou toda a gestação da paciente, disse que a gravidez vinha sendo tranquila e ela estava de 37 semanas, o que considera cedo para realização de um parto.

Tacano relata que na noite dessa quinta-feira (17), ela ligou para ele dizendo sentia dores. Então,  e ele a orientou a procurou o pronto-atendimento do Hospital Santa Helena, onde foi atendida pelo médico plantonista, que fez uma ultrassom e atestou que estava tudo normal com o bebê e que a paciente não tinha sangramento.

Depois do parecer do colega, o médico orientou a paciente a voltar para casa e retornar ao hospital no outro dia de manhã para ser avaliada por ele.

Na manhã da sexta-feira (18), no entanto, quando a gestante retornou ao hospital, o bebê já estava sem vida.

“Não tinha nenhum sinal de problema nenhum. Bebê normal, placenta normal, pressão normal, não teve sangramento, líquido normal, bebê com peso bom, sem problema, ou sofrimento, crescendo normal”, contou o César Tacano.

O médico afirmou que devido a não ter nenhum sinal de sofrimento do bebê na quinta-feira, não havia porque realizar um parto adiantado, até porque ainda estava cedo, apenas podiam orientar repouso à mãe e que, a princípio, não há nenhum motivo para a perda do bebê. Ele considera uma fatalidade.

O feto foi encaminhado para perícia para ver se havia alguma má formação não apresentada nas ultrassons.

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