15 de abril de 2026 18:41
Economia

Gás retorna às bombas, mas filas continuam até que demanda represada seja atendida

Foto de Caroline Rodrigues
Caroline Rodrigues

Dezenas de motoristas formaram imensas filas em frente aos postos de combustíveis por conta da falta de abastecimento de Gás Natural Veicular (GNV) entre sexta-feira (1) e segunda-feira (4). O presidente da Associação de Motoristas por Aplicativo de Mato Grosso (AMA-MT), Cleber Cardoso, conta que muitos associados deixaram de trabalhar porque os outros combustíveis – gasolina e etanol – tornaram-se inviáveis diante de sequenciais aumentos.

Cardoso explica que muitos profissionais fizeram a conversão do carro, por meio do kit-gás, para pode ter algum rendimento. Ele mesmo é um deles e assegura que a economia com a despesa de combustível varia entre 40% e 60% em relação aos outros produtos.

“Fomos informados no posto que não havia gás suficiente, mas que hoje estava sendo normalizado. O problema é que como muitas pessoas mudaram a opção de combustível para gás, vai demorar um pouco até todos abastecerem. Eu mesmo fiquei mais de uma hora e meia na fila hoje”, afirma.

Desde o ano passado, explica o presidente da AMA-MT, os motoristas começaram a buscar pelo gás e muitos dos pontos de conversão fizeram parceria com a associação. Assim, os motoristas por aplicativo estão conseguindo instalar o kit-gás, que custa R$ 6 mil, com pagamento parcelado em boleto, independente de ter restrições no nome.

Contudo, avalia Cardoso, a corrida pelo GNV não aconteceu apenas entre os motoristas profissionais. Muitas pessoas passaram a ser adeptas do novo sistema. “É só olhar a quantidade de carros importados e mais luxuosos que estão na fila. Land Rovers e caminhonetes são muito frequentes”.

Fazendo uma relação entre o GNV e o etanol, por exemplo, se uma pessoa gasta um mil por mês com etanol, com o gás ela vai pagar entre R$ 350 a R$ 600, aproximadamente, dependendo do veículo.

O que a MT-Gás tem a dizer sobre o assunto

A MT-Gás, por meio de nota, informou que o abastecimento está formalizado e que não houve nenhum problema relacionado com o contrato entre o governo de Mato Grosso e o governo da Bolívia, que é o fornecedor do produto.

Leia nota na íntegra:

“A Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás) esclarece que não chegou a faltar Gás Natural Veicular em nenhum momento, que inclusive, não foi comunicada essa situação por parte nem da GNC Brasil nem do Sindipetróleo, como foi divulgado por nota à imprensa. Soubemos que houve diminuição da pressão na sexta-feira final da tarde, sábado e parte do domingo (1º a 03/10), diante disso, a pressão de entrega ficou reduzida nesse período e o ritmo de compressão ficou mais lento. Menor porque o gás que havia na tubulação não tinha força suficiente para dar pressão total ao uso diário para a distribuição habitual. Entretanto, a reposição foi feita no domingo ao meio-dia(03/10) e a pressão e o fornecimento estão normais nos três postos de Cuiabá e Várzea Grande.

Houve uma mudança de posto de extração, isso gerou atraso de entrega por conta de documentação, mas em nenhum momento houve falta de gás. Em suma, não há como acontecer isso, temos estoque até dezembro de 2021.”

 

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