Gás já é o primeiro item a faltar nos supermercados de Sinop

O risco de desabastecimento ainda é pequeno, mas produtos lácteos podem ser os primeiros a ficar fora das prateleiras

Ainda com prateleiras visivelmente cheias, os supermercados de Sinop (500 Km de Cuiabá) sofrem apenas com a falta de gás de cozinha para o atendimento do público. Várias distribuidoras que trabalham apenas com o produto estão de portas fechadas. Uma distribuidora do bairro Jardim Paulista já está sem o produto desde quinta-feira (24).

“Nós estamos vindo aqui só para dar manutenção e fazer cobrança e também dar satisfação para os clientes, mas gás não temos para vender”, disse a funcionária, que preferiu não se identificar.

Para o gerente de um mercado Campo Novo (médio porte) localizado no bairro Celeste, Marcos Donizete, o único produto faltante é mesmo o gás de cozinha.

“Nós temos um bom estoque de produtos secos e molhados, já no hortifrúti os nossos fornecedores são locais, a carne também recebemos de frigoríficos da cidade e a única preocupação é a falta de laticínios. Não temos risco de falta de produtos para os próximos 10 dias”, revelou.

No mesmo sentido, a principal rede de mercado da cidade, Machado, também informou que não está havendo problemas de abastecimento, apesar do grande aumento na procura de produtos.

“Só estamos sem o gás de cozinha mesmo – o restante não corremos o risco de que falte. O que vimos também é que as pessoas estão procurando mais o mercado e levando mais produtos em quantidade, o que geralmente não acontecia no fim de mês, mas nada extraordinário, ainda temos produto para um bom tempo”, destaca Ricardo Zocularo, ainda lembrando que não houve alteração de valores na gôndola.

Apesar de informações divulgadas nas redes sociais, de que o comércio local estaria fechado em forma de protesto a reportagem verificou em loco que as lojas estão abertas e atendendo ao público normalmente.

A empresária dona do restaurante Flor do Milho, Elisângela Prado, relatou que sentiu uma forte queda no movimento desde sexta-feira (25).

“Desabastecimento de produtos eu não tive, mas já senti uma forte baixa de clientes aqui no restaurante, e com quem tenho conversado sobre o assunto também relata que está tendo a mesma dificuldade, talvez seja porque as pessoas estejam economizando combustível”, pondera.

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