Galos de rinha avaliados em quase R$ 5 milhões vão para o abate em MT

Galos considerados de "elite" chegam a custar mais de R$ 20 mil, de acordo com a Polícia Civil

Foto: PJC

A apreensão de 240 galos de rinha, avaliados no mercado ilegal em mais de R$ 20 mil cada, foi parar na Justiça Estadual. Em uma ação policial foram apreendidas ao todo mais de mil aves, entre galos, galinhas e pintinhos que serão doados ou abatidos.

Os galos considerados de “elite” são da espécie Gallus domesticus e, de acordo com a Polícia Civil, chegam a custar mais de R$ 20 mil. Levando em consideração o valor individual, a soma dos 240 passaria de R$ 4.8 milhões.

Os animais são considerados valiosos a ponto de cinco deles terem se tornados troféus, por terem vencidos campeonatos e também serem reprodutores.

Briga na Justiça

O proprietário do local onde as aves foram encontradas entrou na Justiça para que elas não fossem encaminhadas para doação antes que houvesse sido cumprido o devido processo legal, judicial ou administrativo do caso.

No dia 22 deste mês, um juiz plantonista havia autorizado que as aves não fossem doadas e sim armazenadas pelas autoridades. O delegado da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), por sua vez, informou que não tinha lugar para que os galos, galinhas e pintinhos ficassem.

Com isso, no dia 26 o juiz responsável pela Vara Especializada do Meio Ambiente, Rodrigo Curvo, autorizou que os animais fossem doados para instituições beneficentes. Os galos considerados de “elite”, por não serem próprios para consumo, serão abatidos.

“Deste modo, considerando que não há Instituições para receber os animais para guarda e cuidados que não caracterizem maus tratos, considerando que a Polícia Judiciária Civil igualmente não tem condições estruturais de manter os animais vivos sob sua guarda, e, considerando ainda que as condições a que esses animais foram submetidos ao logo de suas existências revelam que eles não convivem de forma sadia, mas apenas confinados, o que por si só é causa de maus tratos, esgotadas estão as hipóteses de destinação dos animais seguindo-se estritamente o dispositivo legal”, conforme trecho da decisão.

Entenda o caso

A propriedade, que fica em Santo Antônio de Leverger (37 km de Cuiabá), pertence ao ex-prefeito de Brasnorte (570 km da capital) Eudes Tarcísio de Aguiar. O lugar foi alvo de uma busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) no dia 22 deste mês.

Os policiais federais ao constatarem que na chácara havia mais de mil aves em situação de maus-tratos acionaram os órgãos ambientais de segurança pública, sendo elas a Dema e o Batalhão de Proteção Ambiental da Polícia Militar.

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