Futuro diretor da Ager é investigado na operação “Rota Final”

Emerson Souza estaria envolvido em um esquema para manutenção dos contratos precários no transporte intermunicipal

Funcionários efetivo da autarquia, Emerson Souza acredita que está sendo vítima de pessoas que querem se manter no poder (JLSIQUEIRA/ALMT)

Emerson Almeida de Souza aguarda ser nomeado como diretor de transportes da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT), mesmo sendo um dos investigados na operação “Rota Final”, que apura um suposto esquema envolvendo empresas do transporte intermunicipal.

Ele garante que é inocente e tornou-se apto ao cargo após ser sabatinado na Assembleia Legislativa. Agora, espera votação e aprovação de seu nome pelos deputados e posterior homologação pelo governador Mauro Mendes, para ser efetivado.

Indicado para ocupar o lugar de Luis Arnaldo Faria de Mello, afastado a pedido da Controladoria Geral do Estado (CGE) acusado de participar do mesmo esquema, Souza alega ser vítima de um sistema que pretender se perpetuar no poder.

Vale lembrar que a Ager é responsável por regulamentar e fiscalizar o setor alvo das investigações, coordenadas pelo Grupo de Autuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual.

Decisão da CGE

O documento diz que Emerson era advogado da Ager e presidiu a licitação dos transportes intermunicipais em 2012, que não chegou a ser realizada.

Na ocasião, era defensor de uma nova concorrência, porém mudou de ideia três anos depois, em 2015.

Naquele ano, Emerson, Luis Arnaldo e a então coordenadora reguladora de estudos econômicos, Jucemara Carneiro Marques Godinho, assinaram um estudo defendendo um decreto elaborado por Silval Barbosa em 2014, que prorrogava a liberação para as empresas de transportes rodarem por mais 20 anos, de forma emergencial.

Para a CGE, Emerson não foi coerente, já que no primeiro momento defendeu a licitação do transporte intermunicipal e depois passou a defender as empresas precárias, “ignorando todo o seu comprometimento profissional com o trabalho realizado”, diz trecho do documento.

Outro fato que pesa sobre a decisão é a delação premiado do ex-governador Silval Barbosa. Ele relatou que recebeu R$ 6 milhões em propina para assinar o decreto.

Outro lado

Questionado pelo LIVRE sobre a mudança de postura entre 2012 e 2015, o candidato ao cargo de diretor da Ager-MT disse que sempre teve a postura mais crítica em relação ao estudo que antecedeu a licitação. Afirmou ainda que e-mails aos seus superiores mostram isto.

Com relação ao estudo elaborado em 2015, Emerson disse que a ideia era mostrar ao então governador Pedro Taques, que estava em seu 5º mês de mandato, um panorama sobre o sistema de transporte intermunicipal, apresentando a licitação por mercado e a possibilidade de continuar com as empresas precárias.

O decreto de Silval foi apresentado como uma possibilidade, mediante a avaliação da Procuradoria Geral do Estado.

“Não sei quem foi que levou esse estudo ao Ministério Público, dizendo que a gente estava querendo acabar com o processo licitatório. Isso nunca existiu, ninguém queria acabar com a licitação”.

Emerson também assegurou que tem perfil técnico e tentava mostrar um panorama da situação ao governador.

Segundo ele, “forças” estão tentando barrar a sua indicação e não estão preocupadas com legalidade. Conta que não houve indicação política para o cargo e destaca que seu nome foi escolhido pela categoria dos servidores efetivos da Ager, conforme um ofício encaminhado à Casa Civil.

O cargo de diretor de transportes é de uso exclusivo de servidores efetivos. “O que o governador fez foi atender a categoria”.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Esse é um artista kkkkkkkkk está sendo investigado, queria cancelar a licitação com um decreto fajuto feito pelo silval e ainda vem com essa de que está sendo injustiçado kkkkkkkk esse
    É da turma do Carlão, Eduardo Moura e dilmar. MPE está de olho nessa turma.

  2. Colocar pessoas investigadas em cargos do governo , é voltar ao passado , a turma desse senhor é toda investigada , estao querendo atrasar a gestão da Ager , voltando ao antigo “jeito” de trabalhar.
    Acorda Assembleia!!!!

  3. Esse João da Barra! Barra? do aricá, macapá. kkk Tá por fora xômano ou esta a serviço de alguém para tumultuar o processo. Passou pela sábatina, ninguém apresentou nenhum documento que ele é processado. Até porque, não é investigado. Fique por dentro, João bocó.

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