Futuro das profissões: 63% dos estudantes brasileiros querem seguir o “top 10” mundial

(Foto: Reprodução)

“Qual profissão você espera ter aos 30 anos de idade?”. A pegunta foi feita a jovens de 15 anos espalhados por 41 países e regiões. As respostas mostraram que dois a a cada três estudantes brasileiros querem seguir uma das carreiras que compõe o “top 10” entre as mais citadas.

Os dados são do estudo “Empregos dos sonhos? As aspirações de carreira dos adolescentes e o futuro do trabalho”, divulgado nesta quarta-feira (22) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Medicina, Direito, Engenharia, Pedagogia e licenciaturas estão entre as profissões mais procuradas. Elas foram citadas pelos jovens que fizeram as provas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2018.

Ranking por gênero

Os rankings das profissões mais desejadas variam de acordo com o gênero dos estudantes. Entre as mulheres, tanto na edição do ano 2000 do estudo quanto na de 2018, Medicina, Direito, Pedagogia e licenciaturas, Enfermagem, Psicologia, Administração e Veterinária ficaram entre as top 10.

Neste ano, profissões como jornalista, secretária e cabeleireira – citadas em 2000 – saíram e deram lugar às ocupações de designers, arquitetas e policiais.

Já entre os homens, as profissões mais procuradas em 2018 foram engenheiro, administrador, médico, advogado, profissional de educação física, arquiteto, mecânico automobilístico, policial e profissional de tecnologia da informação e comunicação.

As carreiras são as mesmas desejadas em 2000, apenas mudaram de lugar no ranking. Engenharia, que ocupava a terceira posição entre os meninos, passou a ser a mais buscada.

No Brasil, 63% dos estudantes de 15 anos querem seguir essas carreiras. O índice só é superado pela Indonésia, com 68%.

Futuro das profissões

O estudo analisou também os riscos de as profissões escolhidas pelos estudantes não existirem mais no futuro, devido ao uso de robôs e de inteligência artificial para substituir trabalhadores.

De acordo com o texto, a maioria das carreiras mais populares entre os jovens – principalmente as ligadas às áreas de saúde, social, cultural e de legislação – tende a ter baixo risco de automação.

No entanto, fora do ranking das profissões top 10, cerca de 39% dos empregos citados pelos participantes do Pisa correm o risco de ser automatizados dentro de 10 a 15 anos.

Na Alemanha, Grécia, Japão, Lituânia e Eslováquia, mais de 45% desses empregos estão em risco.

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O Pisa é aplicado a cada três anos e avalia estudantes de 15 anos quanto aos conhecimentos em leitura, matemática e ciências.

Em 2018, o Pisa foi aplicado em 79 países e regiões para 600 mil estudantes. No Brasil, cerca de 10,7 mil estudantes de 638 escolas fizeram as provas.

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