Fundão movimentou R$ 4,2 milhões na disputa ao Senado

Proporcionalmente, o candidato do PSOL, Procurador Mauro, foi o mais beneficiado com o dinheiro público para financiar sua campanha

Procurador Mauro (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Dos 11 candidatos ao Senado em Mato Grosso, na eleição suplementar realizada no dia 15 de novembro, o procurador da Fazenda Nacional Mauro César Lara de Barros, o Procurador Mauro (PSOL), foi o que, proporcionalmente, mais foi favorecido com dinheiro do Fundão Eleitoral.

No total, foram liberados quase R$ 4,2 milhões para os 11 candidatos da cota criada pelos partidos políticos com dinheiro público para financiamento de campanhas.

A direção nacional do PSOL liberou R$ 100 mil e a direção estadual outros R$ 27,3 mil. E esse dinheiro correspondeu a 93,5% de todo o dinheiro arrecadado para a campanha do Procurador Mauro.

O deputado estadual Elizeu Nascimento parece em segundo lugar na lista de mais favorecidos com o dinheiro público. Recebeu R$ 1 milhão do diretório nacional do PSL, o que correspondeu a 90,56% do que foi arrecadado para sua campanha.

O ex-governador Pedro Taques (Solidariedade), que tentava retornar ao Senado, recebeu R$ 600 mil do partido, conquistando a terceira colocação, com 88,7%.

O deputado federal José Medeiros (Podemos) também foi contemplado com R$ 1 milhão, mas proporcionalmente o valor correspondeu a 76,5% do arrecadado para sua campanha.

O ex-deputado federal Nilson Leitão (PSBD) foi o campeão quando se trata de números absolutos. Recebeu R$ 1,684 milhão do partido, mas isso foi apenas 61,3% do total arrecadado para sua empreitada pelo cargo de senador.

Estreante na política, a candidata Coronel Fernanda (Patriota) recebeu R$ 675 mil do fundo partidário. Foram R$ 500 mil da direção nacional do Patriota e R$ 175 mil da direção nacional dos Republicanos.

Já o candidato do PT, deputado estadual Valdir Barranco, recebeu R$ 104,3 mil do diretório nacional. O menor valor registrado entre os candidatos que usaram desse mecanismo.

O candidato vitorioso na disputa eleitoral, Carlos Fávaro (PSD), e os demais Euclides Ribeiro (Avante), Reinaldo Morais (PSC) e Feliciano Azuaga (Novo) não usaram dinheiro público em suas campanhas.

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