Fotógrafo de aves leva turistas para explorar a Amazônia mato-grossense

Workshop aconteceu em outubro

(Foto: João Quental)

Depois de realizar sete workshops de fotografia nas matas das Reservas Particulares de Patrimônio Natural – RPPNs Cristalino, às margens do rio Cristalino, afluente do Rio Teles Pires na Amazônia mato-grossense, o fotógrafo de aves João Quental fez uma releitura do projeto das excursões e abriu espaço para ecoturistas que gostam de focar seus equipamentos fotográficos nas belas paisagens, fauna e flora amazônica.

Até então, os grupos sempre eram formados por observadores de aves e apaixonados por fotografia.

Ele conta que a especificidade de fotografar na Amazônia pode ser comparada a fotografia na Antarctica e no polo Norte. Pelo nível de dificuldade.

“Lembrando que lá você vê as coisas de longe. Na Amazônia, é mais difícil encontrar o que se quer fotografar no meio de um verdadeiro labirinto de vegetação. E de difícil acesso. É uma fotografia desafiante, tem que chegar até lá e depois encontrar um guia que consiga te mostrar as coisas, pessoas que tenham a informação disponível. Aqui no Cristalino Lodge existem guias de qualidade, sabe-se os bichos que tem, as espécies e onde encontra-las”, conta.

(Foto: João Quental)

Outro desafio é técnico, relacionado aos tipos de equipamentos fotográficos.

“Na floresta é preciso estar atento a umidade, calor, se você não cuidar é fácil o equipamento dar problema. E tecnicamente é preciso ‘brigar’ com a floresta, pouca luz, as copas de arvores muito altas então não é qualquer equipamento que consegue aproximar. Outra questão é fotografar de barco e facilmente a foto pode ficar tremida ou fora e foco. Mas no final é um prazer porque o resultado é uma soma de dificuldades que você tem de enfrentar”, relata João Quental.

Neste último workshop realizado em outubro deste ano, Quental observou uma nova percepção dos participantes. Ressalta que os participantes não estão apenas interessados em fotografar somente aves, “mas também mamíferos, vegetação, paisagens, borboletas”, comentou.

Luis Alexandre Mozili, 73 anos é de São Paulo. É empresário e adora viajar, tendo conhecido mais de 60 países. Por já ter passado pelo estado do Amazônas diz ter ficado impressionado com a diversidade de aves, mamíferos e paisagens inéditas.

“Foi surpreendente a quantidade de aves de pequeno porte como também a qualidade dos serviços que encontrei. As trilhas são adequadas e os guias possuem muita informação, a gente sai daqui com muito conhecimento”, afirmou.

João Quental acredita que aumenta cada vez mais o interesse dos brasileiros em conhecer a Amazônia.

”O mundo já descobriu a Amazônia há muito tempo. O mais aventureiro que brasileiro fazia era ir a Manaus. O que pesava muito para os brasileiros era a falta de acesso, de estrutura, de conforto, inseto, cobra. Essa imagem está se desfazendo. Hoje o que eu escuto no final da viagem é uma outra imagem, surpreendente, principalmente quando chegam ao Cristalino Lodge e se deparam com o conforto, sofisticação, culinária excelente e surpresos com o nível de capacitação dos guias, que passam conhecimento sobre a interação da floresta com os animais. São informações que não estão disponíveis na internet, você só encontra aqui. É a experiência que faz a diferença”, analisa.

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