Fortalecer o turismo está entre as metas para o desenvolvimento econômico

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Estamos vivendo um período incomum e que trará consequências econômicas durante anos. Com muitas empresas paradas, milhares de pessoas perderam seus empregos. Em contrapartida, nada pode ser  colocado em plano de maneira eficaz enquanto não houver uma solução que freie o vírus Covid-19. Os investidores continuam temerosos em tocar novos negócios neste momento de imprecisão. Segundo o FGV/IBRE, as indústrias diminuíram sua capacidade de produção para 57,3 em abril. E as baixas produções aliadas à escassez no consumo do público puxarão o PIB para baixo.

Dentre os setores mais prejudicados se encontra o de turismo. E isso tem uma explicação bastante lógica. Com a necessidade de isolamento social, muitos lugares tiveram seus acessos restritos, assim como foram proibidas viagens aéreas e terrestres entre cidades e países. As medidas foram necessárias para conter o contágio, mas causaram um impacto profundo em áreas que agregam o setor como: restaurantes e bares, hotéis e pousadas, aluguéis de temporada, transporte aéreo o rodoviário, atividades de agências de viagens, aluguel de carros e outras atividades culturais e recreativas.

Algumas ações emergenciais começaram a surgir como o oferecimento de vouchers com validade ampliadas ou remarcações no lugar dos cancelamentos. Essas ações foram de fundamental importância. Mas diante da realidade atual, as pessoas estão receosas, o que causa um desgaste nas agências e operadoras. E isto já é visto em números. A Fundação Getúlio Vargas divulgou um estudo que prevê uma forte queda de quase 39% com relação ao ano passado.

Turismo interno deve ser incentivado. Imagem: Reprodução

Mas alternativas que contemplam o turismo estão entre as metas de desenvolvimento. Uma delas vem em forma de auxílio, com as dívidas sendo renegociadas. O endividamento das empresas é uma das principais causas de falência e uma bola de neve que aumenta ano após ano. E em 2020 está sendo bem pior que os anteriores. Com o turismo quase zerado no primeiro semestre, muitas empresas que fazem parte do setor tiveram que fechar as portas de vez por não conseguirem pagar suas dívidas. Com o refinanciamento, abre-se uma oportunidade para que estas continuem seu trabalho e aumentem seu capital de giro, evitando novos desempregados.

Se há negócios que precisam de soluções para se manter, há aqueles que também estão sendo vistos como uma boa possibilidade de ajudar a economia e aumentar os cofres públicos. E uma as apostas é a aprovação de jogos em cassinos. Caso aprovada, a medida prevê a autorização das jogatinas em resorts, e Mato Grosso possui alguns que já estariam com toda estrutura preparada para receber seu novo público. Esta seria uma maneira de abrir um novo mercado e trazer novos empregos, como ocorria na época em que os cassinos funcionavam no Brasil. Se levarmos em conta que são gerados cerca de 1,7 milhão de empregos somente nos Estados Unidos, a abertura no Brasil traria um impacto bem positivo.

As agências, por sua vez, pensam em modos de promover o turismo interno, já que os planos para viagens internacionais permanecem em aberto. Pelo menos enquanto não houver uma solução de segurança sanitária. Staycation é um novo termo que vem sendo utilizado mas que pode ser traduzido como turismo de bate e volta. Esse tipo de passeio já está sendo bem explorado em países como Dinamarca, Holanda e China, que começam a abrir as portas para os turistas locais. E com a impossibilidade de muitos em investir em viagens mais longas, mesmo após a pandemia, essa se torna a maneira mais aprazível de descansar e pegar a estrada para lugares próximos. As viagens dentro do país também são uma forma de reativar a economia, estimulando o consumo interno. E se os números estão a favor na Europa, continente repleto de atrações históricas, também pode virar a favor do Brasil, conhecido por suas paisagens naturais e cultura rica.

O Governo também deve entrar com sua parte e traz algumas soluções que estão sendo tratadas a toque de caixa. Uma ideia defendida pelo Ministro Paulo Guedes é seguir com a regulamentação dos contratos de concessão de aeroportos podem trazer um reequilíbrio econômico. Os contratos estão sendo avaliados caso a caso e as resoluções irão afetar os aeroportos, que tiveram uma diminuição nos movimentos em 90% somente em abril. Além do aumento do período da concessão, estão sendo abertas brechas para que as empresas tenham liberdade de utilização dos investimentos e poder sobre as tarifas cobradas. Outra pauta bastante defendida diz respeito a incentivos públicos e novos financiamentos que podem se beneficiar muitas empresas.

Algumas agências estão aproveitando para chamar os clientes e fazendo promoções para datas futuras. Estes, por sua parte, ainda estão receosos e preferem aguardar um pouco. O que fica evidente é que haverá mudanças significativas em todas as áreas após a pandemia. E estas exigem novas atitudes. Caberá um esforço conjunto para melhorar as condições de todos e frear a recessão.

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