Foragido por 10 dias, ‘recolhedor’ de organização rival de Arcanjo se entrega à polícia

Ronaldo Guilherme Lisboa recolhia valores arrecadados com o jogo do bicho, entre outras funções

Foto: Reprodução/PJC

Ronaldo Guilherme Lisboa dos Santos se apresentou na manhã desta terça-feira (11), na sede da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), para cumprimento do seu mandado de prisão preventiva. Ele é um dos 33 indiciados pela Polícia Civil na última sexta-feira (7), por participação em organização criminosa que promovia o jogo do bicho e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

A informação foi confirmada à imprensa pelo delegado titular da GCCO, Flávio Henrique Stringueta, que acompanhou a Operação Mantus, deflagrada no dia 29 de maio. Na ocasião, foram presas 29 pessoas, incluindo o ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, o empresário Frederico Muller Coutinho (FMC), apontado como principal rival de Arcanjo.

Conforme as investigações, Ronaldo atuava junto à organização Ello/FMC, sob liderança de Frederico. Ele seria o responsável pelo recolhimento dos valores arrecadados e ainda era quem fazia pagamento de premiações e bônus aos funcionários da “empresa”.

Segundo Stringueta, Ronaldo se entregou acompanhado de um advogado e prestou depoimento aos delegados responsáveis pelo caso ainda nesta manhã. O conteúdo do interrogatório não foi divulgado.

Até o momento, outras três pessoas ainda estão foragidas da justiça, cujas identidades não foram reveladas.

A operação

Segundo a Polícia Civil, a operação recebeu o nome de Mantus em função do seu significado na mitologia etrusca: trata-se do deus do mundo dos mortos no vale do rio do Pó. “Mantus” também é conhecido como o deus do azar, uma vez que chamava atenção de suas vítimas através de jogos, roubando, assim, suas almas.

A operação foi deflagrada na manhã do dia 29 de maio e resultou no mandado de prisão preventiva contra 33 pessoas, dos quais 29 foram cumpridos, além do cumprimento de 30 mandados de busca e apreensão. Entre os presos estão o próprio João Arcanjo, seu genro, Giovanni Zem Rodrigues, e o empresário Frederico Muller Coutinho.

Giovanni Zem foi apontado pela investigação como líder da Colibri junto de Arcanjo, passou por interrogatório na terça-feira e permaneceu calado. Sua defesa, patrocinada pelo advogado Ulisses Rabaneda, já entrou com pedido para a liberdade do empresário, que foi negado pelo Tribunal de Justiça.

João Arcanjo Ribeiro foi o último a passar por interrogatório, respondeu a todos os questionamentos e negou a participação no esquema.

Frederico Muller, por sua vez, foi interrogado na manhã de quarta-feira (5) e também se recusou a colaborar com a polícia.

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