Fonte diz que Bento XVI não sabia de livro e que incluí-lo seria estratégia midiática

A obra defende o celibato de padres, justamente, no momento em que o Papa Francisco avalia um pedido contrário

(Foto: Reprodução)

Papa emérito, Bento XVI não teria participado da obra Das profundezas dos nossos corações – que assina junto com o cardeal Robert Sarah – e sequer concordado com a publicação do livro que defende o celibato dos sacerdotes da Igreja Católica.

Uma fonte que não quis se identificar, mas garantiu se próxima ao papa emérito teria afirmado a meios de comunicação, entre eles o Corriere della Sera, que o livro não foi escrito “a quatro mãos” e que incluir Bento XVI como autor seria apenas uma estratégia editorial midiática.

A mesma fonte teria explicado que o papa emérito “apenas disponibilizou a Sarah um texto sobre o sacerdócio que estava escrevendo” e que “não sabia nada sobre a capa de um livro, nem o aprovara”.

A polêmica no Vaticano começou no domingo (12), quando o livro assinado por Bento XVI e Robert Sarah – um dos principais líderes da ala conservadora que critica as posições do papa Francisco – foi anunciado.

O motivo: a obra defende o celibato, justamente, no momento em que o papa argentino avalia a proposta de permitir que homens casos se tornem padres, feita no Sínodo da Amazônia.

Trechos do livro foram publicados domingo no site do jornal francês Le Fígaro. A obra chegará às livrarias esta semana e, para muitos, seria um movimento para pressionar Francisco.

Reação

Claro que as afirmações dessa fonte misteriosa provocaram uma reação dura de Robert Sarah, cardeal prefeito da Congregação para o Culto Divino. No Twitter, ele afirmou que acusá-lo de mentir era “difamação de extrema gravidade”.

“Hoje à noite, eu comprovei a minha estreita colaboração com Bento XVI para escrever este texto a favor do celibato. Falarei amanhã, se necessário”, acrescentou, publicando também as fotos de três cartas que Bento XVI lhe enviou.

As cartas confirmariam que o papa emérito enviou um texto sobre o sacerdócio e o autorizou a publicar “da maneira que pretendia”.

Os veículos oficiais do Vaticano limitaram-se a garantir que, no livro, “os autores expõem as suas intervenções no debate sobre o celibato e a possibilidade de ordenar homens casados” e que Bento XVI e Sarah se definem como dois bispos que mantêm “obediência ao papa Francisco”, de acordo com um artigo do diretor editorial Andrea Tornielli.

O responsável pela assessoria de imprensa, Matteo Bruni, disse que o papa Francisco sempre se opôs à eliminação do celibato, mas não se pronunciou sobre se Bento XVI concordou ou não com a publicação desse volume.

(Com informações da Agência Brasil)

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