Fogo atinge lavouras de algodão em MT e prejuízo ultrapassa R$ 2 milhões

Em Primavera do Leste 254 fardos de algodão foram consumidos pelas chamas

O sete de setembro em Mato Grosso foi marcado por atos de patriotismo em muitas propriedades rurais em Mato Grosso, atendendo a pedido da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e também por prejuízos que ainda estão sendo contabilizados por produtores.

Ao menos três grandes queimadas foram registradas em lavouras no estado, nas cidades Tangará da Serra, Tapurah e Primavera do Leste, nesta última, as imagens são impressionantes.

Além da palhada, 254 fardos de algodão que acabaram de ser colhidos foram engolidos pelas chamas. Um trator também foi consumido pelo fogo. Cada fardo contém pouco mais de 2,3 mil quilos de algodão. Somados, os prejuízos devem ultrapassar R$ 2 milhões.

“Fora o maquinário, os hectares que aguardavam a safra de verão, e as propriedades vizinhas que também foram atingidas”, lamentou Canísio Froelich, um dos proprietários que viu o trabalho de um ano inteiro sendo destruído.

“É triste. Uma sensação de impotência muito grande. Ainda estamos contabilizando tudo o que foi perdido”, disse.

A propriedade mais atingida –  a fazenda Buriti – pertence ao grupo Nativas, da família Froelich, que veio para  Mato Grosso no final dos anos 80.

Nathane, filha do produtor, disse ao LIVRE não se lembrar de um incêndio dessas proporções na região. O fogo, segundo a jovem, teria começado com um curto-circuito na fazenda Mantiqueira e se espalhou rapidamente.

O Corpo de Bombeiros local não chegou a ser acionado.

Em Tapurah, também neste sábado, o maquinário e parte da palhada seca foram atingidos nas terras do Grupo Boa Esperança. Ao menos um trator e uma colheitadeira ficaram destruídos.

Em Tangará da Serra o fogo atingiu áreas próximas a cidade, e a assustou moradores que residem às margens da rodovia. Muitos utilizaram máscaras para sair às ruas.

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