Flagrado em vídeo de propina, ex-deputado faz acordo e pede desculpas

Alexandre César apareceu em vídeo embolsando R$ 50 mil a título de propina delatada pelo ex-governador Silval Barbosa

O ex-deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT-MT), Alexandre César, firmou acordo de não-persecução penal com o Ministério Público Federal (MPF), o que levou à extinção do processo criminal em que foi acusado de corrupção passiva. A decisão do juiz federal Jefferson Schneider foi dada no dia 28 de maio.

Em entrevista ao LIVRE, o ex-deputado pediu desculpas à população mato-grossense e admitiu que cometeu um erro ao receber dinheiro ilícito.

“Assumo meu erro e aceito pagar pelo que fiz. Tenho a hombridade de pedir desculpas ao povo de Mato Grosso”, declarou.

Pelo acordo firmado com a Justiça Federal, Alexandre Cesar, que é procurador do Estado aprovado em concurso público, compromete-se em devolver R$ 50 mil aos cofres públicos com o devido acréscimo de juros e correção monetária e também a pagar uma multa de R$ 64 mil em 12 parcelas.

O acordo de não-persecução penal é um recurso recente do Código Penal e passou a vigorar a partir da sanção, pelo presidente Jair Bolsonaro, da Lei 13.964/19, conhecida como Pacote Anticrime, aprovada pelo Congresso Nacional.

Delação premiada

No acordo de colaboração premiada firmado com a Procuradoria Geral da República (PGR), o ex-governador Silval Barbosa entregou vídeos em que deputados estaduais da legislatura 2007/2011 recebem propina de R$ 50 mil das mãos do ex-chefe de gabinete Silvio César Corrêa de Araújo.

O dinheiro seria entregue aos parlamentares para não atrapalhar a governabilidade do Executivo, facilitando a tramitação de projetos de leis de interesse do governo, bem como assegurar a aprovação das contas anuais do governador Silval Barbosa.

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1 COMENTÁRIO

  1. E o PAD tá respondendo? Vai ser exonerado ou vai “devolver” essa grana com o salário de procurador do estado e os honorários de sucumbência que recebe? Da até para pagar a vista e pedir desconto quando receber o rateio do fundo da PGE. Fica a dica para o site, verificar na PGE como anda esse processo de demissão desse “servidor”.

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