Fim do embargo chinês deve aliviar os preços da carne bovina no balcão

Tendência é que falta de demanda dos frigoríficos se desfaça e o custo de abate por animal seja reduzido

(Foto: Suellen Pessetto/ O Livre)

O fim do embargo da China à importação da carne bovina brasileira deve aliviar os preços, mas ainda não é possível dizer quando o consumidor começará a sentir a diferença no balcão dos açougues. 

As autoridade sanitárias chinesas anunciaram esta semana que voltariam a permitir a compra para o país da carne vermelha produzida no Brasil. A restrição durou mais de um mês e, somente em outubro, derrubou mais de 80% das vendas da produção em Mato Grosso. 

Conforme o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo Oliveira, a tendência é que, com o passar dos dias, a pressão de demanda para os frigoríficos seja desfeita e a produção retornará ao funcionamento normal. 

“A partir de agora, o estoque que estava muito alto nas indústrias vai poder ser reduzido pelos despachos para China. Com isso, nós esperamos um custo menor para as indústrias, que vão produzir em volume maior e vão poder exportar”, disse. 

Segundo ele, o reflexo da contenção nos estoques foi o aumento do preço por quilo. No mês passado, o preço do boi gordo teve desvalorização na casa de 9,4% em Mato Grosso, em decorrência da incerteza de exportação para a China. 

“As plantas operando com capacidade abaixo, o custo de abate por animal é muito maior e isso é repassado para o preço. Quando o preço de abate é diluído para o mercado internacional, a tendência é que tenhamos um custo menor para os frigoríficos”, afirmou. 

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