Fim das convenções: conheça os 12 pré-candidatos ao Senado em MT

O LIVRE fez um apanhado de tudo que aconteceu na política nesta semana. Confira como ficaram as chapas

(Foto: Reprodução)

Mato Grosso deve ter 12 candidatos ao Senado na eleição suplementar de abril. Os nomes ficaram definidos nas convenções realizadas, majoritariamente, ao longo dessa quinta-feira (12).

Houve recuos, grupos com partidos de ideologias semelhantes sem acordo e candidatos decididos de última hora. A maioria deles, contudo, é de figuras conhecidas na política estadual.

Cinco ocupam hoje algum cargo público, eletivo ou comissionado, três concorreram a cargos na eleição de 2018, um tem carreira política e dois fazem estreia na política.

A novidade está na predominância da participação dos partidos pequenos. Sete dos 12 pré-candidatos (todos ainda precisam receber o aval da Justiça Eleitoral para concorrer) estão filiados ao PROS, Patriotas, Podemos, DC, Psol, PSC e Novo.

O LIVRE fez um apanhado do que foi definido nas convenções partidárias.

Pré-candidatos

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) foi uma das que mais chamou a atenção pela ligação dele com o governador Mauro Mendes (DEM).

Mesmo sem receber publicamente o apoio do democrata, Pivetta conseguiu agregar em torno de seu projeto o MDB, partido que acompanhou Mauro Mendes na eleição de 2018, e também o PSB.

A chapa tem o ex-deputado federal Adilton Sachetti (PRB) como 1º suplente.

A segunda suplência está entre a ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavalli Neder (PCdoB), e a ex-prefeita de Cáceres, Eliane Liberato (PSB).

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Carlos Fávaro (PSD), secretário de negócios do governo em Brasília, parecia ser o nome que tinha largado na frente. Ele foi o terceiro colocado na disputa pelo cargo em 2018 e o autor da ação que cassou Selma Arruda (Podemos). Além disso, desde o ano passado, Mauro Mendes havia declarado possível apoio a ele.

Mas, Fávaro acabou apagado nas últimas semanas. Ainda assim fechou acordo com o PP do ex-governador e empresário Blairo Maggi e também do deputado federal Neri Geller.

A chapa tem a empresária Margareth Buzetti (PP) como 1º suplente e o engenheiro Fernando Bortolini como 2º suplente.

Júlio Campos (DEM), outro nome que gravita na atmosfera do governo do Estado, buscou formar um grupo com base na Baixada Cuiabana. Contudo, os maiores se dispersaram.

Fora a ida do MDB para o grupo de Pivetta, o PSDB lançou a pré-candidatura de Nilson Leitão em evento em Sinop (505 km de Cuiabá). O partido concorrerá ao cargo em chapa pura.

A chapa de Júlio Campos tem o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) como 1º suplente. A segunda vaga deverá ser indicada pelo PL (Partido Liberal), antigo PR.

Já vagas para suplentes de Leitão continuam em aberto.

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Quem também terá campanha isolada é o deputado estadual Valdir Barranco (PT). Ele saiu da negociação com outros quatro partidos de centro-esquerda e tentou puxar alguns para seu projeto, mas não conseguiu.

A chapa do petista tem o professor Gilmar Soares (PT) como 1º suplente e a ex-vereadora Enelinda  Scala (PT) como 2º suplente.

(Foto: Jana Pessôa/Setasc)

A servidora pública Gisela Simona (PROS), uma das, até então, participantes do grupo de centro-esquerda, definiu sua pré-candidatura depois de esgotar as negociações com PSB, SD e PcdoB.

A chapa dela tem o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Arthur Nogueire (Rede) como 1º suplente e o delegado de trânsito Christian Cabral como 2º suplente.

(Foto: Suellen Pessetto/ O Livre)

Na briga direta pelo apoio do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), a novata na política coronel Rúbia Fernanda (Patriotas) levou a melhor. Sua pré-candidatura, pouco divulgada até o momento, foi anunciada em convenção na quinta-feira (11) à noite com a participação de Bolsonaro via live.

A chapa tem o ex-deputado federal Victória Galli (Patriota) como 1º suplente e o tenente Luciano Esteves Corrêa como 2º suplente.

O deputado federal José Medeiros (Podemos) não segurou a atração da carreira militar de coronel Rúbia exercida sobre o presidente. Ele, contudo, se manteve na disputa ao Senado.

Sua chapa tem o vice-prefeito de Cuiabá Niuan Ribeiro (Podemos) como 1º suplente e a coronel da reserva Zósima Dias dos Santos como 2º suplente.

O deputado estadual Elizeu Nascimento (DC) se beneficiou do enfraquecimento do PSL em Mato Grosso e aderiu o partido a sua campanha. Sua chapa terá uma trinca de militares como representantes democráticos.

Zilmar Dias (PSL) será o 1º suplente e a sargento Lucélia o 2º suplente.

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O procurador Mauro (Psol) foi convencido pelo partido em cima da hora e vai para mais uma disputa. Ele também terá chapa pura.

A força para campanha – acreditam seus correligionários – será tirada da votação expressiva nas campanhas de 2016, a prefeito de Cuiabá, e 2018, ao Senado.

A chapa tem Gonça da Mota (Psol) como 1º suplente e Vanderley Guia (Psol) como 2º suplente.

A lista em encerra com o empresário Reinaldo Morais (PSC). Ele é ligado à implantação do ramo de frigoríficos em Mato Grosso. O nome saiu também de convenção nessa quinta.

A chapa tem pura tem como 1º suplente a pastora Ane Borges (PSC) e como 2º suplente o tenente-coronel Dias (PSC).

Com discurso liberal, o Novo também lançou candidato. Será o professor de Economia Feliciano Azuaga. Ele será acompanhado por suplentes do mesmo partido.

Sérgio Antunes ficou na primeira suplência e Edegar Belz na segunda.

Os recuos

O deputado estadual Max Russi (PSB) tentou alavancar sua pré-candidatura até poucas horas antes do fim prazo para as convenções. Ele tentou demover Valdir Barranco da pré-candidatura e, após não conseguir, tentou negociar suplência com Gisela Simona (PROS).

Não houve esforço para convencer a professora Maria Lúcia Cavalli Neder (PCdoB), que havia anunciado a pré-candidatura em dezembro.

A negociação do partido comunista ficou mais próxima a Barranco. E, ao final das conversas, tanto o PSB quanto o PCdoB se uniram ao projeto de Pivetta.

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De volta ao páreo

Carlos Fávaro (PSD), Nilson Leitão (PSDB) e o procurador Mauro (Psol) são os candidatos que vão tentar novamente chegar ao cargo no Senado, depois da derrota nas eleições de 2018.

Fávaro ainda tenta ocupar a cadeira da senadora cassada Selma Arruda (Podemos) antes da eleição de 26 abril. Ele espera o fim rito de defesa da ex-juíza no Senado para que o cargo seja liberado.

Seu terceiro lugar em 2018 lhe garantiu – via Supremo Tribunal Federal (STF) – a ordem para exercer a função até que haja um novo representante eleito.

Nilson Leitão ficou em quinto lugar na disputa e o procurador Mauro em sexto.

Outros dois concorrentes da eleição passada vão participar da suplementar, mas de maneira mais discreta.

Adilton Sachetti (PRB), quarto colocado, é o primeiro suplente de Otaviano Pivetta (PDT) e Maria Lúcia Cavalli Neder (PCdoB) negocia a segunda suplência.

Júlio Campos (DEM) exerceu o cargo de senador no início da década de 1990.

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