“Ficha suja”: MPE pede impugnação da candidatura de Taques ao Senado

Ex-governador foi condenado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A Procuradoria Regional Eleitoral ingressou nesta terça-feira (29) com pedido de impugnação do registro de candidatura do ex-governador Pedro Taques (Solidariedade) para a eleição suplementar ao Senado programada para o dia 15 de novembro.

O pedido será julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no momento de analisar individualmente cada registro de candidatura. Se julgado procedente, Taques ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O pedido assinado pelo procurador regional eleitoral Erich Raphael Masson alega que Taques foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral em setembro deste ano, por abuso de poder em ano eleitoral, por conta do programa social Caravana da Transformação, nas eleições de 2018, quanto tentou a reeleição a governador e não obteve êxito.

Por conta disso, Taques sofreria os efeitos da lei complementar 135/2010, a popular Lei da Ficha Limpa, que barra a candidatura dos condenados em órgãos colegiados, permanecendo assim inelegível até 2026.

A Caravana da Transformação oferecia atendimento oftalmológico aos moradores de municípios do interior de Mato Grosso, além de ofertar outros serviços públicos por meio de uma carreta patrocinada pelo governo do Estado, que transportava consultórios ambulantes.

O partido político PDT foi o autor da representação eleitoral, alegando que, enquanto governador, Taques estaria se favorecendo politicamente do programa social para angariar votos com vistas à reeleição que ocorreu em outubro de 2018, o que configuraria abuso de poder.

Outro lado

Diante das alegações surgidas nos últimos dias a respeito da sua honestidade e sobre a impugnação de sua candidatura ao Senado Federal, Pedro Taques (Solidariedade) tornou públicas suas certidões negativas criminais.

“Amigos, eu não roubei e não cometi crime algum, o Ministério Público Eleitoral (MPE) entendeu que há uma pendência para ser resolvida junto ao TRE e será resolvida, destaco que não se trata de corrupção ou improbidade. Como advogado constitucionalista eu acredito e confio na Justiça Eleitoral e a verdade será restabelecida”, disse o candidato.

Pedro afirma ainda que seus advogados já estão recorrendo do pedido protocolado pelo MPF.

“Eu sou ficha limpa e o bom povo de Mato Grosso me conhece e sabe disso. Eu pergunto: você já viu algum ex-governador deixar o governo e ter que trabalhar para pagar seus boletos? Foi isso que eu fiz!”, comentou.

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