Ferrugem asiática: Sorriso e Tangará registram focos da doença

Até o momento, o Consórcio Antiferrugem já confirmou 26 casos da doença nas lavouras brasileiras

O primeiro caso de ferrugem asiática na safra de soja 2019/20 em Mato Grosso foi confirmado na última sexta-feira (3), em uma lavoura no município de Tangará da Serra. Quatro dias depois, nesta terça-feira (7), um segundo caso foi registrado em Sorriso (400 km de Cuiabá).

No primeiro caso, a lavoura foi cultivada na segunda quinzena de setembro. No caso desta terça, o cultivo teve início na segunda quinzena de outubro.

Até o momento, o Consórcio Antiferrugem já confirmou 26 casos da doença nas lavouras brasileira. Paraná é o estado com o maior número de casos, são 15 até o momento. Lá também foi registrado o primeiro foco da doença em uma lavoura comercial nesta safra, no município de Ubiratã.

Sobre a doença

A ferrugem-asiática da soja é a doença mais severa da cultura da soja e a que demanda maior investimento dos produtores. A praga amarela as plantas e faz cair as folhas, acarretando em perdas na produtividade.

No Brasil, o custo para o controle da ferrugem ultrapassa a casa dos bilhões de dólares. O último levantamento publicado pelo Consórcio Antiferrugem – parceria público-privada para combate à doença – mostrou que o investimento dos produtores chegou a U$S 2,2 bilhões na safra 2013/14, com pelo menos três aplicações de fungicidas em 30 milhões de hectares.

Os fungicidas são atualmente uma das grandes ferramentas para o controle da doença, o problema, no entanto, é que a rede do Consórcio Antiferrugem, que avalia anualmente a eficiência dos fungicidas, tem identificado reduções na eficiência desses produtos.

O vazio sanitário – período em que não se pode semear ou manter plantas vivas de soja no campo – também é utilizado como medida de proteção. Durante três meses, produtores de Mato Grosso e de pelo menos mais dez Estados devem cumprir a regra, caso contrário, podem ser penalizados.

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