Fávaro quer ter força na Frente de Agropecuária para garantir aprovação e agilidade das propostas

O ex-vice-governador Carlos Fávaro é pré-candidato ao Senado por Mato Grosso.

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O ex-vice-governador Carlos Fávaro, presidente regional do PSD e pré-candidato ao Senado, declarou, em entrevista ao LIVRE, que, se eleito, pretende não só fazer parte, mas ganhar força dentro da Frente Parlamentar de Agropecuária, a fim de garantir a aprovação e agilidade no trâmite de suas propostas. Nas eleições deste ano, Mato Grosso conta com duas vagas disponíveis para senador.

Para Fávaro, esse é o caminho para evitar que os projetos fiquem parados nas comissões, como tem ocorrido nesta legislatura, na qual a bancada federal de Mato Grosso já apresentou mais de 400 propostas, mas teve apenas um projeto transformado em lei. “Uma andorinha só não faz verão. Quero poder me juntar com pessoas que tem vontade de revolucionar a legislação brasileira”.

O pré-candidato ressaltou que quando presidiu a Associação dos produtores de soja e milho do estado (Aprosoja) foi um dos incentivadores do Instituto Pensar Agro (IPA), que faz a manutenção financeira e de ideias da Frente de Agropecuária, que, por sua vez, é a maior frente do Congresso, com mais de 280 membros inscritos. “Essa frente tem uma bancada muito forte e eu quero, sendo congressista, fazer parte dela, levar minhas ideias e ganhar força. Certamente isso se reflete em resultado lá na frente”.

Ainda conforme o ex-vice-governador, muitas pessoas atribuem a culpa dos problemas de governo ao Executivo, no entanto, muitas vezes a responsabilidade é do Legislativo. “O Brasil tem que parar de querer ser o país do futuro e virar o país do presente, o país para os brasileiros, assim como Mato Grosso precisar ser dos mato-grossenses e servir aos mato-grossenses e o Legislativo tem papel fundamental nisso, pois as reformas passam pelas Constituições e quem faz isso é o Congresso”.

Como exemplo, Fávaro citou as reformas trabalhista e previdenciária que, segundo ele, só não prosperaram porque o Congresso não quis. Sendo assim, ele garantiu que se tiver os votos necessários para ser Senador por Mato Grosso, assumirá o compromisso de fazer esse enfrentamento e trabalhar essas reformas.

“Não para tirar o direito da professora que lecionou 25 anos e hoje recebe R$ 2,5 mil de aposentadoria. O problema são os privilégios, os supersalários. O problema é a filha de um cartorário ou de um desembargador que não casa oficialmente no civil para continuar recebendo o benefício do pai. É isso que precisa acabar. Eu respeito o direito dessa pessoa receber R$ 50 mil, mas desde que pague uma previdência privada. Esse enfrentamento precisa ser feito e o Congresso não quis fazer”, pontuou.

Em relação à reforma tributária, o pré-candidato ponderou que não seria irresponsável em prometer que irá reduzir a carga tributária em tempos de crise pela qual passa o Brasil, mas que a simplificação da legislação já representa melhora e redução de custos para as empresas e é possível fazer, assim como o combate à sonegação.

Ele lembrou que o Paraguaia adotou medidas como estas para deixar de ser conhecido como o país do contrabando e da falsificação. Ressaltou que lá, a energia, o combustível e os encargos trabalhistas tem um custo muito menor que no Brasil, mesmo a primeira sendo gerada na mesma fonte e o segundo sendo produzido pela Petrobrás.

“70% das empresas que estão se instalando no Paraguai são brasileiras. Essas empresas vão para lá gerar riqueza, emprego e depois vender para os brasileiros. Elas precisam estar instaladas aqui, para gerar competitividade e riquezas aqui e essa modernização quem tem que fazer é o Congresso, que é fundamental nesta discussão e é para isso que eu quero ser senador”, concluiu.

Frente parlamentar

É uma associação suprapartidária de pelo menos 1/3 dos integrantes do Poder Legislativo Federal destinada a promover o debate e aprimorar a legislação referente a determinado tema de interesse da sociedade. Hoje existem mais de 200 frentes no congresso, que são regulamentadas pelo ato 69, de 2005. Toda frente parlamentar tem um representante oficial.

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