Fávaro planeja ação para cassar Selma e descarta assumir secretaria no Governo Mendes

Terceiro colocado na disputa, Fávaro se baseia em ação movida pelo publicitário Junior Brasa, para tentar cassar adversária

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) planeja entrar com ação para cassar o mandato da senadora eleita Selma Arruda (PSL), sob a acusação de uso de caixa 2 na campanha eleitoral. Terceiro colocado na disputa pelo Senado, com 15,8% dos votos válidos, Fávaro se baseia na ação de cobrança movida pelo ex-marqueteiro da adversária, Luiz Gonzaga Rodrigues Junior, conhecido como Junior Brasa.

“O Brasil vive um novo momento, e não aceita mais atos ilícitos como corrupção e caixa dois. Quem não se atentou para isso tem que acordar. A Justiça é para todos. Os fatos narrados pelo ex-marqueteiro são gravíssimos”, disse Fávaro ao LIVRE.

Ele não deu detalhes sobre a ação e afirmou que isso está a cargo dos advogados. “A estratégia jurídica será definida pelos advogados. Não vou ficar com obsessão, acompanhando cada passo disso”, afirmou.

A possibilidade de processo já havia sido divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, que tentou ouvir Selma Arruda sobre a situação. A senadora eleita, porém, se recusou a comentar. “É a mesma coisa que vocês [jornalistas] acusaram o Bolsonaro, né? Pode colocar o que você quiser porque eu não vou nem ler”, disse Selma ao jornal.

Outra ação

O candidato derrotado ao Senado Sebastião Carlos (Rede) também entrou com ação contra Selma, pedindo a cassação dela por caixa 2. A procuradora regional eleitoral, Cristina Nascimento de Melo, foi favorável à cassação. O caso ainda está sendo analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Selma Arruda nega ter feito caixa dois e diz que os gastos realizados foram para sua preparação pessoal. Ela classifica as acusações como armação política.

Staff de Mauro Mendes

Ex-vice-governador e ex-secretário de Meio Ambiente (Sema) no governo Pedro Taques (PSDB), Fávaro descartou assumir secretaria na administração do governador eleito, Mauro Mendes (DEM), apesar de ambos terem sido da mesma coligação.

Fávaro teve o nome ventilado para assumir a Secretaria de Infraestrutura (Sinfra). Ele recusa o cargo estadual, mas não desconsidera a possibilidade de atuar em cargo na esfera federal.

“Não serei secretário. Já falei com Mauro sobre isso, contei minha experiência no governo atual”, disse.

“Preciso respeitar os 434.972 votos que tive e trabalhar por Mato Grosso, mesmo sem mandato. Vou fazer interlocução entre o Estado e o governo federal, além da bancada federal e a sociedade. Além disso, vou tocar meus negócios e a dar mais atenção à minha vida pessoal”, afirmou.

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