Fávaro para deputados do PSD: “Democracia não é baderna”

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O presidente da executiva regional do PSD, Carlos Fávaro, que renunciou ao cargo de vice-governador na manhã desta quinta-feira (05), acusou, em nota enviada à imprensa, os quatro deputados do partido que decidiram permanecer na base aliada do governador Pedro Taques (PSDB), de estarem confundindo “democracia com baderna”. Fávaro afirmou ainda que o partido não aceitará divisão.

“Não teremos dois lados. Todos devem acatar o que a maioria decidiu. Como bem já frisamos, acabou o caciquismo no PSD. Não vamos permitir que uma minoria queira prevalecer suas ideias no grito”, diz em trecho da nota, na qual dispara ainda que quem não estiver satisfeito deve procurar outra agremiação partidária.

Isso porque, em coletiva no início da tarde de hoje, os deputados estaduais sociais-democratas Gilmar Fabris, Pedro Satélite, Ondanir Bortolini “Nininho” e Wagner Ramos anunciaram que decidiram permanecer no partido, mas também na base de sustentação de Taques, contrariando a decisão de independência em relação ao governo tomada pela legenda em 21 de março.

Nos bastidores, a informação é de que o tom duro da nota de Fávaro se deve ao temor de que os quatro deputados tenham amarrado com o governador Pedro Taques a articulação com a nacional do PSD, sob o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Gilberto Kassab, para dissolução do diretório regional em Mato Grosso e nomeação da nova direção, tendo os parlamentares como integrantes. Em nível nacional, o PSD apoia o presidenciável e correligionário de Taques, Geraldo Alckmin (PSDB-SP).

Confira a nota na íntegra:

Diferentemente do que foi anunciado em coletiva de Imprensa realizada hoje por alguns deputados do PSD descontentes com a posição tomada pelo partido de tornar-se independente do atual governo, a executiva do Partido Social Democrático informa:

A decisão partidária foi tomada pela maioria em reunião no dia 21 de março em sua sede em Cuiabá, inclusive com a participação desses deputados. O PSD esclarece que a decisão é irreversível.  Os caminhos da legenda são e serão trilhados ouvindo a maioria. Não podemos confundir democracia com baderna. Não teremos divisão em nosso partido. Não teremos dois lados. Todos devem acatar o que a maioria decidiu. Como bem já frisamos, acabou o caciquismo no PSD. Não vamos permitir que uma minoria queira prevalecer suas ideias no grito. Queremos fazer uma nova política, baseada no respeito das decisões democráticas, que devem começar dentro de nossa própria casa: o partido.

Quem não estiver satisfeito com esse modelo, que não aceita o que a maioria quer, deve buscar outra agremiação partidária.

Viva a democracia.

CARLOS FÁVARO
Presidente Estadual do PSD

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