Famílias mato-grossenses gastaram até 1,5% a menos nos meses de pandemia

Entre os gastos que os brasileiros cortaram, um dado preocupante: a educação aparece em segundo lugar

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Famílias mato-grossenses reduziram seus gastos mensais em até 1,5% durante a pandemia do novo coronavírus. Apesar disso, entre os Estados que apresentaram essa queda, Mato Grosso é o melhor colocado. Em São Paulo – onde as regras da quarentena obrigatória foram as mais rígidas do país – essa redução chegou a 8,25%.

Os dados são de uma pesquisa realizada entre 20 de março e 20 de julho pelo banco digital pag!. E os números revelam ainda que os Estados do Norte e Nordeste do país tiveram um efeito inverso. Por lá, os gastos aumentaram.

Na avaliação de Felipe Felix, CEO do pag!, uma das razões pode ser o perfil de consumo nessas regiões.

“No Norte e no Nordeste, os impactos foram menores porque os gastos das famílias são mais focadas em produtos de primeira necessidade como alimentação e moradia, por exemplo. Já os consumidores de São Paulo e do Rio Grande do Sul costumam reservar mais espaço no orçamento para itens tidos como não essenciais”, ele explica.

Menos viagens e educação

A pesquisa revelou que os itens nos quais os brasileiros mais economizaram foram viagens  e educação. As quedas de investimento nesses setores foram, respectivamente, de 60% e 50%.

No caso das viagens, os motivos são óbvios. Com a propagação da covid-19, a orientação era para que as pessoas ficassem em casa. Além disso, muitas cidades chegaram a fechar suas fronteiras.

Já no caso da educação, os números apontam para um cenário preocupante, na avaliação de Félix.

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Outros gastos que os brasileiros deixaram de fazer – ou ao menos reduziram consideravelmente – foi com vestuário (-25%) e combustível (-30%).

Compras do mês

Outra mudança de comportamento identificada na pesquisa foi quanto às compras em supermercados. Com o avanço da pandemia, o hábito de fazer compras várias vezes durante a semana foi substituído pelas grandes compras de mês.

O estudo foi realizado a partir de uma consulta ao banco de dados da empresa e leva em conta os gastos no cartão de crédito de cerca de 700 mil clientes do pag!.

(Com Assessoria)

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