Família de Silval Barbosa fecha delação premiada em conjunto na Operação Ararath

Ednilson Aguiar/O Livre

Silval Barbosa

 

Diversos familiares do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) fizeram colaboração premiada junto à Procuradoria Geral da República (PGR). Também se tornaram delatores a esposa, Roseli de Fátima Meira Barbosa, o filho Rodrigo da Cunha Barbosa e o irmão Antônio da Cunha Barbosa Filho, além de Silvio Cezar Corrêa Araújo, que foi chefe de gabinete de Silval.

VEJA A COBERTURA COMPLETA DA DELAÇÃO

Entre as provas apresentadas por Silval, estão vídeos de Emanuel Pinheiro (PMDB) e outros deputados recebendo dinheiro na sala do então chefe de gabinete do governador.

Os acordos foram firmados individualmente com cada um dos colaboradores para apurar delitos na Operação Ararath. Todas as colaborações foram homologadas em conjunto pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma na petição enviada ao STF que todos os colaboradores se dispuseram a devolver dinheiro público, delataram fatos que não eram de conhecimento do Ministério Público Federal (MPF) e entregaram provas.

Em sua delação, Silval Barbosa menciona crimes praticados pelos deputados federais Ezequiel Fonseca (PP) e Carlos Bezerra (PMDB), pelos senadores José Aparecido Santos, o Cidinho (PR), e Wellington Fagundes (PR), além do ministro da Agricultura, Blairo Borges Maggi (PP), que também é senador licenciado.

Janot relata que nenhum dos parentes do ex-governador citou autoridades com prerrogativa de foro, porém, eles reforçam as informações prestadas por Silval e Sílvio. Dessa forma, pelo fato de todas as delações terem conexão, o procurador pede que todas continuem tramitando no STF.

Acusações
Silval acusa Ezequiel Fonseca de corrupção passiva e lavagem de dinheiro decorrente de recebimento de “mensalinho” fruto de desvio do programa de pavimentação de rodovias MT Integrado. Outro beneficiado com propina desviada do mesmo programa, segundo a delação, foi Wellington Fagundes, acusado por Silval de corrupção passiva.

O ex-governador acusa Carlos Bezerra de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em desapropriação de terras. Silval acusa Cidinho de lavagem de dinheiro em um esquema ilícito para pagamento de dívida de R$ 30 milhões junto ao BIC Banco, contraída por seu grupo político durante o período que governou.

Silval ainda atribui a Maggi a coautoria em um esquema ilícito para pagamento de dívida de R$ 40 milhões com o empresário Valdir Piran, contraída por seu grupo político enquanto esteve à frente do governo.

 (Mais informações em instantes)

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