Falta de soro antiofídico atinge municípios em Mato Grosso

Bombeiros recomendam atenção redobrada para evitar acidentes

Foto: Reprodução

Em decorrência de uma adequação realizada pelo Ministério da Saúde, cidades de Mato Grosso têm sido prejudicadas pela falta de soros antiofídicos. É o caso de Sinop (500 Km de Cuiabá), onde a secretária municipal de Saúde anunciou na sexta-feira (7) que o estoque dos medicamentos está se esgotando.

Vale lembrar que os soros são usados para tratar mordidas de cobras e outros animais peçonhentos. A redução na produção ocorreu nas últimas semanas. Com isso, o abastecimento foi afetado em toda rede de saúde do Estado.

A recomendação da secretaria na Capital do Nortão é para que os moradores da cidade redobrem os cuidados, principalmente em locais próximos a regiões de mata. A dica é lembrada também pelo coronel Hector, do Corpo de Bombeiros.

“Esses medicamentos são essenciais, ainda mais nessa época do ano, quando o clima é mais seco e existem mais queimadas. Os animais acabam migrando para a cidade e as chances de incidentes aumentam consideravelmente”, destacou.

Já a coordenadora do Setor de Imunização, Sirlei Castilho, salientou que existem questões que influenciam na dosagem e escolha do soro correto.

“Nossas doses estão acabando. A quantidade de soro e o tipo, dependem muito do animal. O estado de saúde da vítima também influência na hora da prescrição médica”, destacou.

O coronel Hector ainda ressaltou dicas de prevenção para que acidentes sejam evitados.

“Os trabalhadores do campo devem tomar cuidado desde o momento que colocam o calçado para trabalhar, até os locais que caminham. Já nas áreas urbanas, nossa maior recomendação é para que os pais não deixem os filhos pequenos brincando sozinhos em locais com madeiras ou outros materiais acumulados. Todos devem ter uma atenção especial”, relatou.

O coronel finalizou destacando que caso animais peçonhentos sejam encontrados, é primordial que o Corpo de Bombeiros seja acionado pelo telefone 193. “As pessoas nunca devem ir mexer ou tentar retirar os animais por conta própria. Nós sempre estamos à disposição para isso”.

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