Fake news: eleitores de direita confiam mais nas redes sociais, afirma pesquisa

45% dos entrevistados disseram já ter escolhido um candidato com base em informações acessadas em redes sociais

Imagem ilustrativa/Pixabay

Oito em cada dez pessoas afirmam ter identificado notícias falsas em redes sociais. O número é uma pesquisa realizada pela Câmara dos Deputados e Senado, cujos resultados foram divulgados nesta semana.

Enquanto metade (50%) dos entrevistados considerou fácil identificar uma publicação como falsa, outros 47% disseram que esta é uma tarefa difícil.

E 67% afirmaram acreditar que as notícias falsas ganham mais visibilidade do que as verdadeiras em redes sociais.

O levantamento apontou ainda que, para 62% dos ouvidos pela pesquisa, o conteúdo veiculado na televisão ou no rádio é mais confiável.

No recorte por opção ideológica, a confiança maior nas redes sociais apareceu de forma mais forte entre os eleitores de direita (43%) do que entre os de esquerda (31%) e de centro (30%).

Entre os ouvidos, 83% declararam conferir a veracidade de informações antes de compartilhar com terceiros. Outros 13% responderam que não tomam este cuidado.

Na checagem, o principal aspecto levado em consideração para analisar se uma notícia é confiável é a fonte dela (73%), seguida pela pessoa que compartilhou a informação (24%).

Já no recorte por escolaridade, o peso desses dois fatores varia. Entre as pessoas com ensino fundamental incompleto, 50% checam prioritariamente a fonte para definir se a notícia é confiável e 43% verificam quem enviou o conteúdo.

Entre os entrevistados com ensino superior incompleto ou mais, por outro lado, 86% checam o veículo e 11% atentam para quem repassou a mensagem.

Questionados se a presença desses conteúdos prejudicou a confiança nas redes sociais, 58% responderam que sim e 40% que não.

No recorte por posição ideológica, eleitores de direita manifestaram menos problema na relação com as redes sociais (53%) em razão desse fenômeno do que os de esquerda (62%) e de centro (63%).

O escudo do anonimato

O estudo também perguntou se esses espaços virtuais deixam as pessoas à vontade para expressar opiniões preconceituosas. Neste caso, 90% dos entrevistados disseram acreditar que sim.

Percentual próximo, 83%, disse acreditar que as redes sociais influenciam muito a opinião das pessoas, enquanto 15% afirmam que essas plataformas impactam “pouco” a atitude das pessoas.

Essa percepção foi maior entre as pessoas com ensino superior incompleto ou completo (90%) do que entre as com fundamental incompleto (76%).

Impacto no voto

Sobre a influência das redes sociais durante eleições, 45% relataram já ter escolhido um candidato com base em informações acessadas em redes sociais.

A pesquisa também perguntou qual a fonte dos conteúdos que influenciaram sua decisão de voto.

O Facebook apareceu em primeiro lugar (31%), seguido por WhatsApp (29%), Youtube (26%) e Instagram (19%).

No recorte por inclinação ideológica, a influência das redes sociais foi maior entre eleitores de direita (55%) do que os de esquerda (46%) e de centro (43%).

Já no recorte por faixa etária, o papel das redes sociais na escolha do candidato foi mais sentido entre jovens (51%) do que entre idosos (35%).

Na avaliação por escolaridade, as redes sociais pesaram mais para quem tem ensino superior incompleto ou completo (51%) do que os com fundamental incompleto (34%).

Método

A pesquisa ouviu 2,4 mil pessoas com acesso à internet em todos os Estados e no Distrito Federal. As entrevistas foram realizadas por telefone no mês de outubro.

A amostra foi composta de modo a reproduzir as proporções da população em relação a gênero, raça, região, renda e escolaridade.

Segundo os autores, o nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

1 COMENTÁRIO

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorShowrunners de Game of Thrones trabalham em filme inspirado em Lovecraft
Próximo artigoRestaurante em Cuiabá desafia clientes com árvore de natal feita de garrafas de Heineken

O LIVRE ADS