Principal-old

Fachin vê múltiplos indícios de prática de organização criminosa por empresários

Foto de Redação
Redação

Marcelo Camargo/Agência Brasil

fachin

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin retirou hoje (10) o sigilo de sua decisão que determinou a prisão temporária dos empresários do grupo J&F Joesley Batista e Ricardo Saud. Para Fachin, a prisão temporária é necessária porque são múltiplos os indícios, confessados pelos próprios empresários, de que integram organização voltada à prática sistemática de delitos contra a administração pública e de lavagem de dinheiro. Fachin é o relator da Operação Lava Jato no STF.

A decisão determina também a suspensão cautelar da eficácia dos benefícios de delação premiada acordados entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os colaboradores.

Fachin não determinou a prisão do ex-procurador da República Marcello Miller, dizendo que não há elemento indiciário com a consistência necessária para a decretação da prisão temporária por organização criminosa, “ainda que sejam consistentes os indícios de que pode ter praticado o delito de exploração de prestígio e até mesmo de obstrução às investigações”. Segundo o ministro, não se mostraram presentes os elementos de estabilidade e permanência que configuram o crime de associação criminosa.

Fachin determinou que o cumprimento dos mandados deve ocorrer com a “máxima discrição e com a menor ostensividade”, evitando o uso de algemas, pois não se trata de pessoas perigosas. “Deverá a autoridade policial responsável pelo cumprimento das medidas tomar as cautelas apropriadas, especialmente para preservar a imagem dos presos, evitando qualquer exposição pública”, diz a decisão.

A autorização da prisão de Joesley e Saud foi feita a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, depois que ele concluiu que os colaboradores esconderam do Ministério Público fatos criminosos que deveriam ter sido contados nos depoimentos, o que representa a quebra do acordo de delação premiada. Os empresários estão em São Paulo e podem ir à Brasília para se apresentar à Polícia Federal entre hoje (10) e amanhã (11).

O que motiviou o pedido de prisão de Marcelo Miller foi a suspeita da PGR de que o ex-procurador da República atuou como “agente duplo” durante o processo de delação. Miller ainda estava na procuradoria no período das negociações e deixou o cargo para atuar em um escritório de advocacia em favor da J&F.

(Com Agência Brasil)

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

Já pode guardar o casaco? Veja quando o frio deve ir embora de Cuiabá

Hoje e amanhã o clima continua mais gelado, mas as temperaturas devem subir a partir de quarta-feira
Justiça

Desembargador afastado por denúncia de agressão está desaparecido há um mês

Alcides Martins teve medida cautelar determinada pelo Conselho Nacional de Justiça
Geral

Missa em Ação de Graças celebra os 159 anos de Várzea Grande e emociona fiéis

Celebração na Igreja Nossa Senhora do Carmo reuniu autoridades e comunidade para abençoar a trajetória da “Cidade Industrial”
EspeciaisGeral

Gosta de Fuscas? Cuiabá recebe exposição gratuita do queridinho dos brasileiros; Veja fotos!

Exposição “Fusca Lovers” reúne clássicos da Volkswagen no Goiabeiras Shopping
Carregando horário...