Exportação de carne para a China alcança o maior valor em 23 anos

Os envios para o asiático somaram 7,7 mil toneladas da proteína e resultaram em mais de 32 milhões de dólares

Com novas plantas frigoríficas habilitadas a exportarem carne para a China, Mato Grosso registrou um novo recorde e comercializou 7,71 mil toneladas para o país asiático, em setembro. Somadas, as comercializações ultrapassaram a marca dos US$ 32 milhões, maior valor registrado em 23 anos.

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Esse valor é ainda maior quando somado às comercializações de outros destinos da carne mato-grossense. Ao todo, o estado enviou 35,8 mil toneladas da proteína no último mês, cujo faturamento total chegou a US$ 112,9 milhões.

Este cenário, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), é animador para os frigoríficos mato-grossenses porque cerca de 78,6% dos frigoríficos possuem o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF).

Por outro lado, ainda segundo o Imea, menos animais foram abatidos no mercado doméstico, cerca de 485,4 mil cabeças ante as 525,9 mil abatidas em agosto, o que fez com que a oferta interna ficasse ainda mais restrita.

“Assim, toda esta conjuntura também tem sido favorável para o pecuarista mato-grossense, uma vez que são fatores que impulsionam as cotações dentro da porteira”, observa o Instituto.

Cotações

As cotações do boi e da vaca gorda fecharam a semana passada a R$ 144,79/@ e R$ 136,51/@, aumento de 0,45% e 0,28%, respectivamente. Segundo o Instituto, a demanda aquecida no período surpreendeu o mercado, já que não é comum este movimento após a 2ª quinzena do mês.

Já a cotação na B3 (antiga Bovespa) para mai/20 registrou acréscimo de 1,32%, ficando em R$ 164,32 a arroba, na média semanal. Na última quinta-feira (17), foi registrado o maior valor da história da bolsa. Durante o pregão, o contrato para outubro de 2020 atingiu a máxima de R$ 181,40 por arroba.

O surto de peste suína africana na Ásia, o otimismo no mercado físico, atrelados à baixa oferta e às exportações aquecidas no último mês, devem manter a demanda pela proteína aquecida, dando sustentação às altas cotações.

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