Ex-governador Frederico Campos morre de covid-19

Frederico Campos estava internado há dez dias em observação médica e já havia recebido a primeira dose da vacina contra a infecção

(Foto: Marcus Mesquita)

Ex-governador de Mato Grosso e ex-prefeito de Cuiabá, Frederico Campos morreu na madrugada desta segunda-feira (1º), aos 93 anos, em decorrência da covid-19. 

Ele havia sido internado no dia 21 de fevereiro em um hospital particular em Cuiabá, após a identificação dos sintomas da doença. Na época, parentes ouvidos pelo LIVRE  disseram se tratar de precaução médica, por causa da idade já avançada.

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Desde então, o quadro da infecção agravou-se e o ex-governador foi transferido para Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A mesma parente disse ao LIVRE nesta manhã que os médicos confirmaram a covid-19 como a causa da morte.

O histórico da infecção no ex-governador é atípico, pois ele recebeu a primeira dose da vacina contra a covid-19 no dia 13 de fevereiro e foi internado nove dias mais tarde.

Contudo, a família disse que, até o momento, não havia avaliação que apontasse para alguma relação entre o imunizante e o desenvolvimento da doença.

O governador Mauro Mendes (DEM) e o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) anunciaram três dias de luto em homenagem a Frederico Campos.

“Mesmo sem cargos públicos, nos últimos anos, nunca se afastou da política e sempre tinha um conselho, uma orientação, para aqueles que estavam começando”, lamentou o governador.

“Morre Frederico Carlos Soares Campos, aos 93 anos, mas seu histórico de amor e de luta por nossa terra, jamais”, disse o prefeito.

Vida política

Frederico Carlos Soares Campos foi prefeito de Cuiabá por dois mandatos. Foi o segundo governador de Mato Grosso, após a divisão com Mato Grosso do Sul, em 1978, como indicação do general Ernesto Geisel. Assumiu o mandato no ano seguinte e, no discurso de posse, defendeu a eleição direta para os prefeitos no país. 

Era filiado ao Partido Social Democrático (PSD) e com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, aderiu à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instaurado em abril de 1964. 

Em 1966, assumiu o cargo de engenheiro da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que ocupou até 1967, quando ingressou na vida política ao ser indicado prefeito de Cuiabá. Deixou o cargo em 1969, afastado pelo então governador Pedro Pedrossian. 

Mais recentemente, em outubro de 2006, concorreu ao cargo de deputado estadual pelo PTB e não foi eleito.. Em fevereiro 2007, assumiu em Cuiabá o comando da diretoria administrativa e financeira da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), órgão vinculado à administração pública municipal.

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