Ex-comandante da PM de Taques lança pré-candidatura na coligação de Mendes

Exonerado em meio à crise dos grampos, coronel disse que defendeu a corporação

(Foto: Assessoria PSD)

O coronel Jorge Luiz de Magalhães se filiou ao PSD na quinta-feira (2) e lançou sua pré-candidatura a deputado federal. Ex-comandante-geral da Polícia Militar (PM) de Mato Grosso durante o governo Pedro Taques (PSDB), ele se juntou aos dissidentes do governo e deve concorrer na coligação que terá Mauro Mendes (DEM) como candidato a governador, contra o tucano.

“Eu sou do PSD. Meu partido vai caminhar junto com Mauro Mendes e eu vou caminhar com o partido”, disse o coronel ao LIVRE. Ele disse que não há nenhum constrangimento em disputar na oposição ao governador. “Eu fui comandante da Polícia Militar e não do governo Taques”, afirmou.

O militar disse que escolheu o PSD pela afinidade com membros do partido e pela ideologia. A sigla é presidida pelo ex-vice-governador Carlos Fávaro, que renunciou ao cargo em abril deste ano, em meio a desentendimentos com Taques.

Há 28 anos na carreira militar, as principais bandeiras do coronel são defender uma reforma previdenciária que trate da carreira dos militares, buscar recursos federais para a segurança pública do Estado por meio de convênios e emendas, e estimular a industrialização da produção mato-grossense para gerar mais empregos.

O ato de filiação contou com a presença da família de Jorge Luiz, diversos oficiais e praças da PM. Os militares têm prazo diferenciado para filiação, que se encerra no próximo domingo (5), quando acabam as convenções partidárias.

(Foto: Assessoria PSD)

Crise dos grampos

Jorge Luiz assumiu o comando-geral da PM em dezembro de 2016 e foi exonerado em junho de 2017, sendo substituído pelo coronel Marcos Vieira da Cunha, que segue no cargo. Taques trocou o comando em meio à crise gerada na PM e no governo pelo escândalo dos grampos ilegais.

A exoneração ocorreu depois de militares terem sido detidos, acusados pelo governador Pedro Taques de vazarem informações sobre prisões de colegas. Antes disse, Jorge Luiz e os coronéis detidos teriam estado na Procuradoria Geral da República (PGR), em Brasília (DF), para debater as investigações sobre o caso.

“Eu perdi o comando da instituição dizendo que a Polícia Militar não fez, não faz, e não fará interceptação telefônica ilegal. Nossa instituição é forte, composta por quase 8 mil profissionais homens e mulheres presentes em todos os municípios, e nosso compromisso sempre foi com a sociedade mato-grossense, independentemente de governo”, disse Jorge Luiz ao LIVRE, antes da filiação.

Ele disse não ter nenhum arrependimento relacionado ao episódio. “Tomei todas as decisões de forma consciente e fiz aquilo que a tropa espera de um comandante e aquilo que a sociedade espera de todos os servidores públicos, que é a lisura de todos os seus atos”, afirmou.

“Barriga de aluguel”

Atualmente, cinco militares são réus em processos relacionados ao esquema de grampos ilegais. O inquérito que investiga os civis tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para investigar a suspeita de envolvimento do governador no caso.

As interceptações telefônicas foram autorizadas pela Justiça Estadual para investigar policiais suspeitos de cometerem crimes. No entanto, números de pessoas sem envolvimento com crimes, como advogados, jornalistas e adversários políticos de Taques, foram inseridos, em uma manobra conhecida como “barriga de aluguel”.

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