Estresse no PS: enfermeira grita que não será responsabilizada se pacientes morrerem

A lotação na área de ginecologia e pediatria e a falta de profissionais para atender a grande demanda fez com que uma técnica de enfermagem do Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande surtasse na noite dessa terça-feira (8). A uma das enfermeiras ela disse que não seria responsabilizada caso algum paciente morresse – e ameaçou registrar um boletim de ocorrência detalhando a situação.

O caso aconteceu por volta das 23 horas, segundo uma das enfermeiras que foram ameaçadas. Ela procurou a polícia para registrar o caso, porque ficou com medo da ameaça de um BO contra ela, que disse ter ficado muito constrangida com o caso.

Conforme a mulher, aconteceu que, na noite de ontem, uma das técnicas de enfermagem que atua nos setores de ginecologia e pediatria faltou e a outra profissional foi comunicada pela supervisora de enfermagem que ela teria que administrar medicações para a enfermeira pediátrica quando a técnica do setor estivesse de repouso e que, da mesma forma, quando fosse o momento de ela repousar, a outra técnica iria cobrir o setor dela.

No entanto, a mulher teria entrado no setor de parto alterada, dirigindo-se à enfermeira denunciante, dizendo em tom alto que ela não era obrigada a cuidar de dois setores e que, caso ela matasse algum paciente, a culpa seria da outra e da enfermeira do Box Infantil.

A enfermeira observou que o setor de parto estava lotado, com 10 mulheres puérperas, 10 recém-nascidos, três gestantes e uma paciente pós-operatória, e que apenas duas técnicas de enfermagem davam o apoio.

De acordo com a denunciante, a técnica em enfermagem gritou na frente de outros funcionários, pacientes e acompanhantes e que, por isso, ela se sentiu profundamente constrangida e ameaçada.

Temendo as consequências, ela achou por bem registrar o ocorrido.

Outro lado

Procurada pelo LIVRE, a direção do Pronto-Socorro de Várzea Grande confirmou que houve falta de uma profissional para os setores e que a unidade atende demanda acima da sua capacidade.

Apesar disso, observou que nenhum profissional procurou a direção para resolver a questão – medida que seria a mais recomendada. Por fim, garantiu que as duas funcionárias envolvidas serão chamadas para esclarecer os fatos e que um Processo Administrativo (PA) deve ser aberto.

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