Estoque da SES: 50 mil testes estão prestes a vencer em Mato Grosso

Material deveria ser usado até dia 31 deste mês e, agora, SES aguarda uma negociação do governo Federal com a Anvisa para "reavaliação da validade" do produto

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Mato Grosso tem um estoque com cerca de 50 mil testes para a covid-19 prestes a vencer. A quantidade equivale a 15% de todos os testes aplicados durante a pandemia e custou milhões aos cofres públicos. 

O número faz parte de um levantamento feito pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) a pedido de O LIVRE. Todos os 50 mil são administrados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) via o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MT) e tem origem no Ministério da Saúde. 

A validade dos testes vai até 31 de dezembro. Eles são do tipo RT-PCR, considerados por especialistas como o modelo mais seguro para o resultado correto sobre o contágio pelo novo coronavírus e cujo preço do exame varia entre R$ 240 e R$ 280, conforme pesquisa de mercado.  

A SES não informou a data em que os testes PCR foram transferidos pelo Ministério da Saúde, mas alega que aguarda uma negociação do governo federal com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para “reavaliação de validade”. 

O LIVRE também pediu que fosse levantado a quantidade de testes rápidos com data de vencimento próxima, mas secretaria disse que essa verificação estava em andamento. 

Conforme a última atualização do painel Covid-19 Testes, administrado pelo Ministério da Saúde, Mato Grosso realizou, no SUS, 320.148 testes em pessoas com sintomas suspeitas da doença. 

Dois terços dessa quantidade são de testes RT-PCR, cerca 203 mil dos 320 mil. Outros 116 mil foram testes rápidos. O custo de serviços para o Estado estava estimado em R$ 9,9 milhões. 

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorVídeo| Prédio da Realmat é completamente destruído por incêndio em Cuiabá
Próximo artigoMinistério da Saúde promove pesquisa sobre cobertura vacinal