Estiagem prolongada já baixou nível de rios para situação de alerta em MT

Chuvas estão previstas somente para o fim do mês e a situação deve se agravar

Foto: Corpo de Bombeiros

A ausência prolongada de chuvas baixou para níveis de alerta o volume de rios em Mato Grosso. De 14 monitorados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), apenas os dois mais caudalosos (Cuiabá e Paraguai) ainda resistem à estiagem. 

O boletim de acompanhamento divulgado nessa quarta-feira (9) aponta que déficit de nível em rios das bacias do Paraguai, Tocantins, Araguaia e Amazônica, que atravessam 10 municípios. 

“Ainda não há alerta oficial para situação, ainda não recebemos nenhum alerta para que a Sema interfira na situação. Mas pelas informações que estamos colhendo nas últimas semanas, já podemos dizer que somente os rios grandes ou com algum manancial não estão ainda com algum problema de secura”, disse o superintendente de recursos hídricos da secretaria, Luiz Henrique Noquelli. 

É o caso, para as duas características, do rio Cuiabá. Segundo o técnico, o baixo nível do principal rio de Mato Grosso ainda não é perceptível por causa de seu tamanho. Ele também está sendo abastecido pela abertura das comportas da represa do Manso. 

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Outro lado, no rio Coxipó, que nasce em Chapada dos Guimarães, a situação de água muito baixa já colocou a Sema em alerta. A mesma avaliação é válida para os rios Vermelho, Juruena e Guaporé, por exemplo. 

Melhora, só que não 

Conforme o superintendente Luiz Henrique Noquelli, a secura pode ser revertida nas primeiras chuvas após a seca. A previsão é que as primeiras pancadas comecem a cair no fim de setembro, mas ainda não é possível fazer confirmação. 

“Ainda não se registrou numa situação de fora do histórico nesses períodos de estiagem, mas já estamos em situação crítica. Se houver muito mais tempo sem chuva, a situação vai piorar”, comentou.

Contudo, logo após as primeiras chuvas, a melhora da situação deve ser parcial. As águas que escorrerão para dentro dos rios vão levar junto a fuligem e os restos de materiais das queimadas. Isso deve aumentar a poluição. 

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“Se as APP (Área de Preservação Permanente) estão sendo queimadas, nós teremos casos de sujeira na água, com certeza. Tudo que está ficando na terra, nas áreas próximas aos rios, vai ser arrastado para dentro e a sujeira vai aparecer de maneira geral”, explicou. 

De acordo com o Centro de Previsão Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), até o dia 22 deste mês, as chances de ocorrência de chuvas em Mato Grosso não passam de 5%.

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