Está prestes a se formar? Seu diploma pode ser digital e 80% mais barato

Universidades terão dois anos - até dezembro de 2021 - para fazer a transição completa para o novo modelo

O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta terça-feira (10) que universidades e instituições de ensino superior terão uma nova modalidade de emissão de diplomas de graduação: o diploma digital.

De acordo com o secretário de Educação Superior, Arnaldo Barbosa Júnior, a medida visa reduzir os custos de emissão do certificado e agilizar a empregabilidade de jovens graduados.

O novo formato deve estar disponível para 8,3 milhões de estudantes brasileiros que estão em fase de graduação.

O projeto-piloto foi realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e reduziu o tempo de emissão de um diploma devidamente autenticado e assinado digitalmente pelo ministério para 15 dias. Um prazo 84% menor que os 90 dias necessários ao diploma de papel.

Segundo o secretário, por enquanto a nova tecnologia não será aplicada para cursos de pós-graduação, mestrados e doutorados.

Custos menores

Os custos para a emissão do diploma digital também são positivos. De acordo com Barbosa Júnior, a medida deve economizar R$ 48 milhões ao ano para as instituições que emitem o papel.

“O preço de emissão de um diploma digital físico é de R$ 390,26. A versão digital custará pouco mais de R$ 85”.

A versão digital dos diplomas também será uma garantia de autenticidade, pois qualquer pessoa poderá consultar a base de registros digitais disponibilizada pelo MEC, que validará as informações consultadas pelos aplicativos de celular ou pela internet.

Adaptação

As instituições terão dois anos – até dezembro de 2021 – para fazer a transição completa para o modelo de diploma digital. Isso significa que o aluno deverá ter acesso a uma versão normatizada e padronizada do diploma, que poderá ser acessada a qualquer momento por meio do site ou de aplicativos de celular.

A medida não afetará o estilo visual dos diplomas. A validação será por meio de um código QR no verso dos documentos.

Ex-alunos que concluíram o ensino superior antes da medida também poderão solicitar a versão digital do diploma. Esta, entretanto, seguirá as regras de emissão da 2ª via do documento, com o pagamento das taxas preestabelecidas pelas instituições.

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