Está no parque, mas é selvagem: cuidado com os bichos que você encontra pela frente

Especialista fala sobre o risco de lesões e contaminação por doenças como verminoses, raiva, leptospirose e tuberculose aviária

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Eles viraram atrativos em parques e em muitos ambientes privados, como restaurantes e pousadas de Mato Grosso, mas nem por isso deixaram de ser selvagens. Este é o alerta da coordenadora de Fauna e Recursos Pesqueiros da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) Léa Cíntia Wasksman.

Na semana em que um jacaré que vive no Parque das Águas, em Cuiabá, atacou e matou um cachorro de estimação, a especialista adverte que é preciso manter uma distância segura dos bichos.

Jacaré atravessa a avenida de acesso ao Parque das Águas , é retratado e vira sucesso na internet

No caso dos animais silvestres dóceis, ela acrescenta: não se deve carregá-los no colo para fotos, mesmo quando os animais forem adquiridos pelo dono da área da forma legal, ou tiverem sua presença no local atestada por um órgão ambiental.

Nesses casos, o animal tem um acompanhamento veterinário e passa por exames e avaliações constantes, dando a ele a mesma probabilidade de proliferação de doenças de um pet convencional.

Além disso, o observador deve estar atento aos demais tipos de acidentes possíveis, principalmente o ataque.

“Se for proveniente de um macaco prego, pode não gerar ferimentos graves. Porém, se é de uma onça pode resultar em morte”.

Família de capivaras que moram no Parque Tia Nair, localizado no bairro Jardim Itália, em Cuiabá

No ambiente natural

Quando as pessoas se depararem com o animal em seu ambiente natural ou em áreas não comuns, o ideal é manter uma distância ainda maior. Além das lesões físicas, existe o risco de contaminação. No rol de doenças causadas pelo contato estão verminoses, raiva, leptospirose, tuberculose aviária entre outras.

Wasksman ressalta que é preciso estar atento aos animais que se aproximam por ceva, que é a oferta de alimentos. Ela lembra que a legislação ambiental atual proíbe essa prática.

Dar comida aos animais silvestres aumenta a possibilidade de ataques, uma vez que ele passa a associar o ser humano a comida. Assim, quando estiver com fome, vai atacar.

A ceva contribui ainda para a invasão de áreas comerciais e até mesmo criações e plantações – isto sem considerar o desequilíbrio ecológico que pode causar. Então, a regra é: nunca dê alimento.

Ocorrência

Um cachorro foi atacado por um jacaré no Parque das Águas no final de semana. Conforme a administração do local, o visitante estava brincando com um graveto e, quando o animal foi pegar o objeto perto da lagoa, acabou mordido.

Campanha realizada pela Polícia Militar no ano passado para preservar a integridade física do jacaré Celso

Vale lembra que, no ano passado, os jacarés foram alvo de outra polêmica. Na ocasião, estavam sendo vítimas de apedrejamento e uma campanha chegou a ser realizada pelo Polícia Militar. Nas redes sociais, a instituição pedia que as pessoas não “atirassem pedra no Celso”, nome dado ao animal pelos frequentadores do parque.

Desde então, os jacarés viraram grande atrativo no Parque das Águas e tornaram-se vedetes da internet. As pessoas os fotografam atravessando a rua e tomando sol em momentos de descontração.

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